Grupo do Rio exige respeito a integridade física de Zelaya e à embaixada

México, 22 set (EFE).- O Grupo do Rio exigiu hoje que se respeite a integridade física do deposto presidente hondurenho, Manuel Zelaya, e da embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde se refugia o líder após seu retorno a Honduras.

EFE |

"O Grupo do Rio respalda o retorno pacífico do presidente constitucional José Manuel Zelaya Rosales a Honduras" e "condena os atos violentos perpetrados pelo Governo interino nas imediações da sede diplomática do Brasil nas últimas horas", indicou a Chancelaria mexicana em comunicado.

A secretária de Relações Exteriores do México, Patricia Espinosa, presidiu hoje uma reunião extraordinária de chanceleres do Grupo do Rio na sede da representação mexicana perante as Nações Unidas em Nova York, destaca a nota.

A reunião foi convocada com caráter "extra urgente" para abordar os últimos eventos em Honduras, após o surpreendente retorno de Zelaya, indicou a Chancelaria do México, país que ocupa a secretaria pro tempore do Grupo do Rio.

Além disso, o organismo exigiu "o respeito à integridade física dos funcionários diplomáticos" credenciados em Honduras, e condenou "as ações de intimidação" contra da embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

Neste sentido, demandou "que se respeite a integridade física do presidente Zelaya, de sua família e de seus colaboradores".

A declaração, aprovada por dez ministros das Relações Exteriores e representantes dos 23 Estados-membros do Grupo do Rio, faz também um "enérgico chamado" a que se garanta a inviolabilidade da sede diplomática do Brasil em Tegucigalpa, em estrito apego ao Convenção de Viena.

Além disso, o organismo internacional exigiu "às autoridades de interinas" de Honduras, que lidera o presidente Roberto Micheletti, "que cessem imediatamente os atos de repressão contra a população e a violação dos direitos humanos de todos os hondurenhos, evitando agravar a crise que atravessa o país".

Neste sentido, solicitou aos organismos internacionais em direitos humanos "que façam pontual acompanhamento da situação" de garantias individuais da população em Honduras.

De outra parte, o Grupo do Rio respaldou "as gestões empreendidas pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) para restabelecer a ordem constitucional em Honduras".

O mecanismo internacional reiterou "sua mais enérgica condenação ao golpe de estado perpetrado" em Honduras, "que interrompeu a ordem constitucional e democrática no país e referenda a exigência de restituir em seu cargo ao presidente José Manuel Zelaya em um entorno de paz e estabilidade".

Finalmente, o Grupo pediu "diálogo" e "reconciliação nacional" para conseguir uma solução pacífica da crise. EFE jd/fk

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG