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Grupo do Parlamento Europeu pede medidas mais firmes contra Mianmar

Bruxelas, 11 ago (EFE).- O grupo socialista no Parlamento Europeu condenou hoje a sentença de 18 meses de prisão domiciliar à líder opositora de Mianmar, Aung San Suu Kyi, e pediu às autoridades comunitárias medidas mais firmes contra o regime de Mianmar (antiga Birmânia).

EFE |

"A detenção injusta de Suu Kyi e o julgamento injustificados que enfrentou quebra claramente o direito nacional e internacional", disse, em comunicado, o líder do grupo socialista, Martin Schulz.

Além disso, alertou que a decisão é um "sinal preocupante" diante das próximas eleições em Mianmar, que acontecerão em 2010.

Por isso, defendeu que a União Europeia (UE) "deve responder reforçando as medidas contra o regime birmanês, incluindo aquelas que afetem seus interesses econômicos".

Fontes comunitárias disseram hoje à Agência Efe que está previsto que os 27 países-membros do bloco apoiem novas sanções na próxima quinta-feira ou, no máximo, na sexta-feira, através de um procedimento escrito.

Esse conjunto de sanções que se juntará às atuais, aprovadas em 1996 e que são atualizadas regularmente.

"Continuaremos apoiando sua luta (a de Suu Kyi) e pedimos ao Governo birmanês a libertação dela e a de seus colegas na prisão por motivos políticos", concluiu Schulz.

A Nobel da Paz de 1991 foi condenada a três anos de trabalhos forçados por infringir os termos de sua prisão domiciliar. No fim, a Junta Militar comutou a pena para 18 meses de prisão domiciliar. EFE aal/an

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