Grupo dissidente cubano inicia protestos por oponentes presos

Por Jeff Franks HAVANA (Reuters) - Dissidentes cubanas do Mulheres de Branco organizaram uma pequena e silenciosa marcha por Havana nesta segunda-feira, dando início a uma semana de protestos para marcar o aniversário da repressão conhecida como Primavera Negra, em 2003, quando o governo prendeu 75 oponentes.

Reuters |

O aniversário, na quinta-feira, ocorre em meio a um delicado momento para o governo comunista de Cuba, cujo histórico de direitos humanos já está sob críticas pela morte, em fevereiro, do dissidente Orlando Zapata, após uma greve de fome, e pelo tratamento de outro opositor em jejum que prometeu morrer pela causa.

Cerca de 30 mulheres, vestidas com as tradicionais roupas brancas e carregando flores, caminharam pelas ruas do centro de Havana até uma igreja onde gritaram "Zapata vive".

A mãe de Zapata, Reyna Tamayo, liderou a manifestação.

Pedestres observaram surpresos, mas ao contrário da marcha de dezembro pelo Dia Internacional dos Direitos Humanos, quando as mulheres foram empurradas e ridicularizadas por partidários do governo, não houve incidentes.

A líder do movimento, Laura Pollan, disse que o grupo, composto por mulheres e parentes dos oponentes detidos em 2003, realizará marchas pela cidade todos os dias nesta semana.

Os protestos visam incentivar apoio àqueles detidos pela operação "Primavera Negra", iniciada em 18 de março de 2003 e que foi fortemente condenada internacionalmente.

Dos detidos, 52 seguem atrás das grades, inclusive o marido de Laura, Hector Maseda. Em declaração na semana passada, os presos pediram que cubanos marquem o aniversário realizando jejum e discutindo a Bíblia.

(Reportagem adicional de Nelson Acosta)

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