Grupo desconhecido reivindica ataques na Noruega, diz analista

Jihadistas do Ansar al-Jihad al-Alami teriam executado ação em resposta à presença das forças norueguesas no Afeganistão

iG São Paulo |

O grupo jihadista Ansar al-Jihad al-Alami emitiu nesta sexta-feira um comunicado no qual reivindicou os ataques na Noruega

Segundo o jornal americano The New York Times, o Ansar al-Jihad al-Alami, cujo nome significa Ajudantes da Jihad (Guerra Santa) Global, divulgou um comunicado reivindicando responsabilidade pelo ataque, de acordo com Will McCants, analista do C.N.A., instituto que estuda terrorismo.

“Lançamos alertas de mais operações desde a ação em Estocolmo ", disse o grupo de acordo com a tradução apresentada por McCants, ao se referir ao ataque frustrado na Suécia em dezembro de 2010. “O que vocês estão vendo é apenas o início, e tem mais por vir”.

A mensagem disse ainda que os ataques seriam uma resposta à presença das forças norueguesas no Afeganistão e a insultos ao profeta Maomé feitos em charges.

De acordo com a mídia norueguesa, a polícia não considera que as ações desta sexta-feira têm relação com o terrorismo internacional, trabalhando com a ideia de que possam ter sido motivadas pelo atual sistema político do país.

Uma explosão de bomba na capital Oslo e um ataque a tiros em um acampamento na ilha de Utoya aterrorizaram a Noruega nesta sexta-feira. O chefe da polícia da Noruega, Anstein Gjengdal, anunciou o envio de forças antiterroristas para um acampamento da juventude após um atirador atacar o local, a 40 quilômetros da capital do país, durante um encontro do governista Partido Trabalhista.

A ação do atirador, que teria usado uma arma automática, ocorreu após a explosão de uma bomba no centro da capital deixar mortos e feridos. De acordo com a NRK, a polícia detém o controle do acampamento, prendeu o atirador e afirmou que ele tem vínculos com a explosão em Oslo. Segundo o chefe de polícia interino Sveinung Sponheim, o atirador, que é caucasiano, foi visto na capital norueguesa antes da explosão.

Depois dos ataques desta sexta-feira, o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, pediu aos noruegueses que não se entreguem ao medo causado pelo bombardeio contra um prédio do governo em Oslo e um atirador que disparou contra um acampamento de jovens na ilha de Utoya.

O premiê pediu para os residentes do país permanecerem firmes e não deixar que a violência os assuste.

Repercussão

Os Estados Unidos condenaram o ataque contra o prédio no centro de Oslo e se colocaram à disposição para ajudar autoridades norueguesas . “Condenamos esses desprezíveis atos de violência”, disse Heide Bronke Fulton, porta-voz do Departamento de Estado americano. “Nossos corações estão com as vítimas e seus parentes. E entramos em contato com o governo norueguês para expressar nossas condolências”.

O presidente americano, Barack Obama, disse que os eventos em Oslo são um lembrete de que o mundo tem o dever de dar fim a atos de terrorismo como esse.

O ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, disse ter enviado condolências a todos aqueles que perderam seus parentes no “horrível” bombardeio em Oslo e colocou o Reino Unido à disposição para ajudar as autoridades da Noruega.

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, também condenou a "covardia" do atentado a bomba que destruiu a sede do governo norueguês em Oslo e expressou solidariedade ao primeiro-ministro Jens Stoltenberg. "Condeno, nos termos mais fortes, esses atos covardes para os quais não há nenhuma justificativa", declarou Herman Van Rompuy em comunicado, no qual se disse "profundamente chocado".

Nicolas Sarkozy, presidente da França, classificou "de ato odioso e inaceitável" o atentado contra a sede do governo norueguês em Oslo. O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, classificou os ataques desta sexta-feira de "sangrentos e vis atos terroristas" e expressou sua solidariedade com o povo norueguês.

Arte/ iG
Capital Oslo e ilha de Utoya são alvos de atentados na Noruega

*Com EFE e AFP

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