Grupo desconhecido lança do Líbano dois foguetes contra Israel

BEIRUTE - Grupos desconhecidos lançaram neste sexta-feira, a partir do sul do Líbano, dois foguetes contra Israel. Segundo fontes militares libanesas, Israel respondeu com vários disparos de artilharia.

Redação com agências internacionais |

Reuters

Policial libanês inspeciona local de onde foguetes foram disparados contra Israel

Fontes militares libanesas disseram que o incidente está sendo investigado e que seriam dois e não três os foguetes lançados contra Israel, como a televisão libanesa havia divulgado anteriormente.

Segundo os meios de comunicação locais, os projéteis foram disparados da aldeia de Klaile, na região libanesa de Tiro. A televisão informou, ainda, que Israel respondeu disparando de quatro a oito projéteis de artilharia contra o território libanês.

Israel

O exército israelense mencionou a queda de vários foguetes disparados em seu território que vieram a partir do Líbano, e confirmou ter respondido ao ataque.

"Vários foguetes disparados a partir do Líbano explodiram na tarde desta sexta-feira na parte oeste da Galileia. Ninguém foi ferido", declarou um porta-voz. "Nossas forças revidaram, atirando 12 a 15 obuses contra o Líbano", acrescentou.

"Consideramos este incidente muito grave, e pensamos que cabe ao governo e ao Exército do Líbano impedir tais ataques", acrescentou.

"Destroços de pelo menos um foguete Katiusha foram descobertos no setor de Naharyah e do kibutz Guesher Aziv (oeste da Galileia)", frisou uma fonte policial israelense.

Em represálias, vários obuses israelenses caíram sobre a aldeia e os arredores de Qlailé, onde o exército e a Força da ONU no Líbano (Finul) encontraram duas plataformas de lançamento de foguetes, revelou uma fonte de segurança.

A Finul confirmou em comunicado o disparo de "pelo menos dois foguetes a partir da região de Qlailé" e a resposta israelense, sem mencionar vítimas de um lado ou do outro.

Ela especificou que abriu uma investigação e pediu "moderação" a ambas as partes.

Tensão

Os disparos contra Israel acontecem no meio de uma crise política no Líbano, onde o líder da maioria parlamentar, Saad Hariri, desistiu de formar um governo de união, acusando a minoria dirigida pelo poderoso Hezbollah xiita de minar seus esforços.

"Este incidente tem como objetivo provocar uma tensão e abrir uma crise no Líbano", afirmou o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, denunciando "uma violação da soberania" do país.

Em Nova York, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o disparo de foguetes contra Israel e pediu moderação aos países.

Este é o primeiro incidente desde o dia 21 de fevereiro, quando Israel foi atacado por três foguetes Katyusha, ao que os israelenses responderam disparando sete projéteis de artilharia contra território libanês.

As tensões na fronteira entre Israel e a guerrilha libanesa xiita, Hezbollah, aumentaram com uma guerra brutal que durou 34 dias, em 2006. Mais de 1.200 pessoas morreram no Líbano e 160 em Israel durante o conflito. O grupo armado tem um grande arsenal de foguetes, mas acredita-se que não tem usado contra Israel desde 2006. Ele também negou qualquer envolvimento em ataques anteriores contra Israel.

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