Grupo de reféns é libertado em Mumbai, dizem testemunhas

Reféns que estavam no Taj Mahal Palace, um dos hotéis de luxo em Mumbai (Índia) que continuam tomados por homens armados com granadas e armas automáticas, foram libertados nesta quinta-feira, de acordo com testemunhas. Ataques coordenados nesse e em pelo menos outros seis locais diferentes em Mumbai, nas primeiras horas de quarta-feira (horário local), causaram a morte de pelo menos 101 pessoas, além de quatro supostos militantes que realizaram os ataques, e deixaram 287 feridas.

BBC Brasil |

Testemunhas dizem que viram civis deixando o Taj Mahal Palace às pressas, correndo, e alguns levavam malas. Também foram vistas ambulâncias chegando ao local.

Acredita-se que cerca de 40 pessoas foram tomadas como reféns no Taj Mahal Palace e em outro hotel de luxo de Mumbai, o Oberoi Trident - onde ainda estariam sendo mantidos reféns.

Centenas ficaram presas em seus quartos, quando tropas indianas começaram a cercar os prédios, logo depois que ambos foram ocupados pelos supostos militantes.

Mais cedo foram vistas unidades das forças de segurança entrando nos hotéis, mas há poucos detalhes sobre as operações.

Rabino
As autoridades estão realizando operações cuidadosamente para evitar a morte de pessoas inocentes, disse o chefe da polícia de Mumbai, AN Roy.

Além dos hotéis, os alvos incluíram ainda a principal estação de trem da cidade, um hospital, um restaurante popular e um centro judaico.

Segundo a polícia, um rabino israelense está entre os reféns mantidos no prédio pelo grupo.

No distrito onde ocorreram os ataques há uma grande concentração de turistas.

Segundo a polícia, 14 policiais, 81 indianos e seis estrangeiros estão entre os mortos, entre eles um empresário japonês. Nove supostos militantes teriam sido presos.

Não há informações sobre a presença de brasileiros entre as vítimas ou entre as pessoas mantidas como reféns nos hotéis, segundo o vice-cônsul do Brasil em Mumbai, Chateaubriand Chapot Neto.

"Há 40 brasileiros cadastrados aqui, e uma população flutuante de cerca 50, entre turistas e estudantes". "Mas a polícia não informou ainda a nacionalidade dos estrangeiros mortos. Estamos aguardando informações", disse ele à BBC Brasil.

Al-Qaeda
Depoimentos de testemunhas sugerem que os homens armados estavam buscando hóspedes dos hotéis com passaportes britânico ou americano.

O correspondente da BBC para assuntos de segurança, Frank Gardner, disse que, se esses depoimentos se confirmarem, pode haver uma conexão islâmica nos ataques. Eles podem ter sido inspirados ou coordenados pela rede extremista Al-Qaeda.

Um grupo previamente desconhecido, que se apresentou como Deccan Mujahideen, reivindicou a autoria dos ataques. Gardner acredita que um outro grupo pode ter se apresentado com esse nome ou que a reivindação da autoria pode ser um truque.

Mumbai já foi palco de outros grandes atentados nos últimos anos. Cerca de 200 pessoas morreram em uma onda de ataques a bomba em trens em 2006, que as autoridades atribuíram a militantes islâmicos.

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