Grupo de jordanianos comemora expulsão de embaixador israelense da Venezuela

Amã, 8 jan (EFE).- Centenas de jordanianos, alguns levando flores, se aglomeraram hoje em volta da embaixada venezuelana em Amã para agradecer ao Governo de Caracas a expulsão do embaixador israelense.

EFE |

Eles gritaram palavras de ordem, levaram cartazes elogiando a decisão do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e pediram que outros países árabes sigam o exemplo.

Jordânia e Egito são os dois únicos países do Oriente Médio a manter laços diplomáticos com Israel.

A Venezuela anunciou ontem a expulsão do embaixador israelense em Caracas, Shlomo Cohen, por causa dos ataques israelenses à Faixa de Gaza.

A manifestação de Amã coincidiu com uma mensagem do partido governante, Frente Islâmica para a Ação (IAF), que elogiou a Chávez pela decisão adotada contra Israel.

"Sua decisão funciona como um farol no meio do confronto contra as forças da arrogância (como se referiu a Israel) e seus parceiros servis", afirmou o secretário-geral do IAF, Zaki Bani Ershaid, em carta dirigida a Chávez e divulgada hoje.

Segundo Ershaid, a expulsão do embaixador israelense em Caracas "é um golpe duro contra os Governos que mantêm seu silêncio diante do assassinato de crianças".

Sindicatos e partidos da oposição da Jordânia convocaram para amanhã, sexta-feira, uma passeata à embaixada de Israel em Amã a fim de protestar pelos ataques contra o Hamas em Gaza.

Grupos políticos jordanianos pediram ao Governo de Amã que corte seus laços com Israel, que foram estabelecidos com o acordo de paz assinado entre os dois países em 1994.

No início desta semana, o primeiro-ministro jordaniano, Nader Dahabi, anunciou no Parlamento que seu país reveria sua relação com Israel por causa dos ataques a Gaza.

Cerca de 80% da população jordaniana tem origem palestina de segunda ou terceira geração. EFE aj/jp

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