Grupo de extrema-direita sul-africano afirma que líder será vingado

O grupo sul-africano de extrema direita Movimento de Resistência Afrikâner afirmou neste domingo que a morte de seu líder, Eugene Terreblanche, será vingada, mas pediu calma a seus membros e que evitem uma reação imediata.

AFP |

"Ao contrário do que desejam os membros, pedimos que permaneçam calmos no momento", afirmou à AFP o secretário-geral do Movimento de Resistência Afrikâner, André Visagie, que anunciou uma reunião do grupo em 1º de maio para determinar um plano.

AP
Eugene Terreblanche

Terreblanche, em 2005

"Decidiremos as ações para vingar a morte de Terreblanche. Vamos agir e nossas ações específicas serão decididas na conferência de 1º de maio", completou.

O líder de extrema direita sul-africano Eugene Terre'Blanche, de 69 anos, foi assassinado no sábado em um ato aparentemente sem motivações políticas.

"Ele foi encontrado morto em sua cama, com ferimentos no rosto e na cabeça", afirmou o porta-voz da polícia, Adele Myburgh.

Ao que parece, a morte não tem relação com questões políticas e teria sido motivada por uma discussão com dois funcionários por salários que não foram pagos após trabalhos realizados em sua fazenda. Os dois empregados, de 15 e 21 anos de idade, foram presos e indiciados, segundo o porta-voz.

Durante mais de 20 anos, Terreblanche encarnou a oposição branca à abolição do regime racista sul-africano e a luta pela supremacia dos afrikâners, descendentes dos primeiros colonos europeus.

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