Grupo de combate à Aids pede mais foco na criação de vacina

Por Maggie Fox WASHINGTON (Reuters) - Os cientistas envolvidos na criação de uma vacina contra a Aids deveriam realizar testes mais simples e mais focados, desistindo de quaisquer projetos que não sejam realmente promissores, disse na terça-feira a Iniciativa Internacional para a Vacina contra a Aids (Iavi).

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Na Cidade do México, durante um encontro internacional com especialistas e ativistas da área, o grupo divulgou uma série de diretrizes sobre como proceder no desenvolvimento da vacina.

Seth Berkley, presidente e diretor-executivo da Iavi, disse que o fracasso, no ano passado, de uma vacina experimental da Merck and Co não deveria significar o fim dos esforços -- mesmo que alguns especialistas tenham defendido o abandono dos dispendiosos testes envolvendo as vacinas contra a Aids.

'O desenvolvimento de uma vacina contra a Aids pode consumir mais tempo e inovações do que imaginávamos, mas estamos confiantes de que a ciência prevalecerá. A direção que precisamos adotar a esse respeito é clara', disse Berkley.

Mais de 25 anos desde que a epidemia da doença começou, não há ainda nenhuma vacina contra o vírus mortal e incurável, e isso apesar de se poder comprar atualmente mais de 20 remédios eficientes no controle da Aids.

O vírus HIV, da doença, oferece um desafio especialmente complicado quando se trata de criar uma vacina porque escapa das defesas imunológicas facilmente e porque vive sofrendo mutações.

Segundo Berkley, não se prevê que sejam necessárias décadas até o desenvolvimento da vacina. O HIV, na opinião do cientista, pode ser derrotado.

'Temos de criar esse novo mecanismo para transformar a vacina da Aids em uma iniciativa normal de desenvolvimento de produto de forma que não se pergunte mais se chegamos ao fim da linha todas as vezes em que um teste fracassa', disse em uma entrevista concedida por telefone.

O documento da Iavi observa, por exemplo, que foram precisos 25 anos para criar uma vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), que provoca câncer cervical, e que ainda não há uma vacina contra a tuberculose e a malária.

'Indícios científicos contundentes surgidos tanto em modelos humanos quanto em modelos animais mostram que o desenvolvimento de uma vacina contra a Aids é possível', disse Wayne Koff, outro integrante da Iavi.

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