Grupo contra pirataria se reúne na ONU para unir força na Somália

Nações Unidas, 14 jan (EFE).- Os 24 países que formam o grupo de combate à pirataria na Somália se reuniram hoje para coordenar seus esforços nas áreas militares e judiciais, visando a enfrentar o seqüestro de navios diante da costa dessa nação africana.

EFE |

O subsecretário de Estado para Assuntos Políticos e Militares americano, Mark Kimmitt, assegurou, na saída do encontro na sede da ONU, que os participantes reiteraram seu compromisso de erradicar a pirataria nas águas da Somália a partir uma ação coordenada.

"Achamos que 2009 será o ano em que acontecerá uma guinada neste assunto", afirmou.

Para alcançá-lo, segundo ele, compartilharam "idéias e propostas para melhorar a coordenação das atuações e a colaboração em matéria de inteligência", dentro da resolução da ONU.

A resolução, adotada em dezembro passado pelo Conselho de Segurança da ONU, autoriza o uso de forças terrestres e aviões estrangeiros na Somália e pede uma coordenação mais estreita entre os 16 países envolvidos nas operações marítimas contra a pirataria.

Kimmitt afirmou que um dos pontos mais relevantes da reunião foi a identificação dos marcos legais apropriados dentro dos quais se deve processar judicialmente, com maior eficácia, os membros dos grupos que transformaram o golfo de Áden nas águas mais perigosas do planeta.

Outros dois aspectos estudados na reunião do grupo de contato foram a adoção de medidas de segurança adicionais por parte das empresas marítimas.

Segundo Kimmitt, os 24 países reconheceram que as atividades dos piratas são "um sintoma" das graves dificuldades que enfrenta a Somália, que há quase 20 anos não tem um Governo estável.

Washington e União Africana (UA) são partidários, há meses, de enviar uma missão de paz da ONU ao território somali, para evitar uma maior desestabilização do país.

No entanto, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse em dezembro passado que sondou 50 países sobre a possibilidade de ceder tropas a uma missão dessas características e que nenhum se mostrou disposto a fazê-lo. EFE jju/rr

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