Grupo armado seqüestra 8 trabalhadores em região petroleira da Nigéria

Lagos, 26 jul (EFE).- Oito trabalhadores do setor petrolífero foram seqüestrados hoje de uma embarcação-tanque que navegava por um rio da região do sul da Nigéria, rica em petróleo, confirmaram fontes militares.

EFE |

O barco, que transportava gás liquidificado para a Global Gas and Refining, uma subsidiária da americana Global Energy, foi abordado por homens armados na desembocadura do rio Bonny, disse à imprensa o porta-voz da força militar conjunta que opera no estado de Rivers, tenente-coronel Sagir Moussa.

"O ataque aconteceu de madrugada. Os seqüestradores, que estavam de lancha, atiraram nos seguranças da embarcação e capturaram oito trabalhadores, todos brancos", disse Moussa, quem não soube dizer a nacionalidade dos reféns.

O seqüestro foi o segundo ocorrido em menos de 48 horas na região do rio Bonny envolvendo trabalhadores.

Ontem, homens armados seqüestraram cinco marinheiros russos do navio sueco "Herkules", que navegava pelo Bonny.

Também nesta sexta, outro grupo armado seqüestrou dois engenheiros do ramo do petróleo, um filipino e o outro nigeriano, na região de Borokiri, perto da principal cidade industrial da região, Port Harcourt.

Nenhum dos vários grupos que afirmam estar lutando contra o Governo nigeriano em defesa dos direitos da população do delta do rio Níger assumiu a responsabilidade pelas ações.

Todos eles se dedicam a perfurar os oleodutos que cruzam a região e roubam os produtos petrolíferos, depois revendidos no mercado negro. Além disso, seqüestram trabalhadores das multinacionais petrolíferas que operam na região, aos quais só libertam após o pagamento de um resgate.

Analistas políticos dizem que o aumento dos seqüestros pode estar relacionado ao fato de a principal organização insurgente da área, o Movimento para a Emancipação do Delta do Níger (Mend, na sigla em inglês), ter suspendido recentemente a trégua unilateral que tinha declarado no começo do ano.

O Mend, que também seqüestra trabalhadores estrangeiros, embora afirme não cobrar resgate e ter motivos puramente políticos, disse hoje, em um e-mail à imprensa, que não está envolvido nestes últimos seqüestros. EFE da/sc

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