Grupo armado mata 13 em centro de reabilitação no México

Ataque ocorre dois dias após atiradores assassinarem 14 jovens em festa realizada em Ciudad Juarez

iG São Paulo |

Treze internos de um centro de reabilitação de viciados em Tijuana, norte do México, foram assassinados por um grupo de homens fortemente armados que invadiu o local na noite de domingo, informou a imprensa local.

O ataque aconteceu em um centro de recuperação ao leste de Tijuana - cidade do estado de Baixa Califórnia na fronteira com os Estados Unidos -, apenas dois dias depois de um grupo armado ter matado outras 14 pessoas que participavam de uma festa em Ciudad Juarez.

Os primeiros relatos mostram que os assassinos entraram no centro pela porta da frente e ordenaram que as vítimas ficassem paradas junto a uma parede. Em seguida, dispararam com armas de fogo "de alto poder", segundo várias testemunhas citadas pelo site do jornal "El Universal".

O jornal "Milenio" afirma que duas pessoas invadiram o centro por volta das 21h45 de domingo pelo horário local (2h45 de segunda em Brasília) e, após alinhar às vítimas, "pediram que se ajoelhassem e, então, descarregaram as balas".

Segundo a imprensa local, o comando armado que participou do massacre estava em pelo menos dois veículos. Agentes de várias corporações de polícia mantêm o local isolado, e impedem a passagem ao local onde aconteceram os assassinatos, à espera que os peritos terminem seu trabalho e as autoridades judiciais ordenem a retirada dos corpos.

A imprensa mexicana lembra que comandantes da polícia municipal e do Exército advertiram em 18 de outubro sobre possíveis respostas após o recente confisco de toneladas de maconha. Em ocasiões anteriores houve ataques semelhantes a centros de reabilitação de viciados em drogas do México.

No dia 11 de junho, 19 pessoas foram assassinadas e quatro ficaram feridas em uma insituição em Ciudad Juárez. Durante sua última visita a Tijuana, o presidente Felipe Calderón destacou a redução da criminalidade em Baixa Califórnia, estado que usou como exemplo para mostrar que o desafio da segurança no país "tem solução".

Velório

No domingo, familiares das 14 pessoas mortas em uma festa em Ciudad Juarez participaram, de um velório.

Parentes e amigos choravam sobre os caixões abertos das vítimas - a mais jovem delas tinha 14 anos - após a segunda chacina em uma festa neste mês na cidade, que faz fronteira com os EUA.

"Isso não pode estar acontecendo. Hoje eles foram mortos, amanhã quem será?", disse uma mulher que se identificou como Miriam, irmã de uma das vítimas.

Com EFE

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