Grupo armado invade prisão na Nigéria e liberta mais de 100 detidos

Boko Haram reivindica responsabilidade pelo ataque que deixou um guarda morto em centro de detenção federal

iG São Paulo |

Homens armados e com explosivos invadiram uma prisão federal na Nigéria e libertaram mais de 100 detidos em um ataque que denuncia a instabilidade do país, informou uma autoridade nesta quinta-feira. Um guarda foi morto.

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O ataque da prisão aconteceu em Koton-Karifi, cidade no Estado de Kogi ao sul do centro da capital Abuja. Os homens armados invadiram o centro de detenção às 19h de quarta-feira no horário local (16h em Brasília) e dispararam contra o portão da prisão, matando um guarda, disse o porta-voz dos Serviços Prisionais do país Kayode Odeyeme.

As autoridades contabilizaram que 119 prisioneiros escaparam até o momento. O governo informou que começou uma investigação sobre o ataque e a polícia acrescentou que 25 detidos foram recapturados.

O grupo militante islâmico Boko Haram mais tarde admitiu ter realizado o ataque, libertando sete de seus membros.

O grupo já realizou invasões em cadeias antes, incluindo um ataque em 2010 contra uma prisão no norte, no Estado de Bauchi.

Naquele incidente, o Boko Haram libertou cerca de 700 prisioneiros, muitos dos quais eram membros do grupo. 

Na prisão, estavam detidos ladrões e sequestradores, segundo Odeyemi. Ele disse não saber se os prisioneiros eram membros de uma seita radical islâmica conhecida como Boko Haram, que vem lançando ataques contra o país durante o ano passado.

Saiba mais: Norte da Nigéria é alvo de série de ataques

Os membros da seita são culpados por ao menos 286 mortes somente esse ano, segundo uma conta feita pela agência Associated Press. A violência do Boko Haram é parte da campanha a qual seu líder, Abubakar Shekau, disse que se destina a vingar as mortes de muçulmanos, liberar os prisioneiros e impor a Sharia - lei islâmica - na Nigéria, uma nação de 160 milhões de habitantes.

A Nigéria é dividida entre o sul cristão e o norte muçulmano. As prisões da Nigéria são superlotadas e sem equipes suficientes de guardas.

Com AP

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