Grupo argentino se diz surpreso com nacionalização de filiais na Venezuela

Buenos Aires, 22 mai (EFE).- O grupo argenti no Techint se disse surpreso com a insólita decisão do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de nacionalizar empresas de produtos siderúrgicos nas quais tem participação, disse hoje Luis Betnaza, diretor de Assuntos Públicos e Relações Institucionais da entidade.

EFE |

"Estamos absolutamente surpresos. Já tínhamos tido a experiência da nacionalização da Sidor e parecia que esse era o último evento desse tipo na Venezuela", ressaltou Betnaza, ao indicar que o grupo Techint se inteirou do assunto pela imprensa.

Chávez anunciou ontem em Caracas a nacionalização de cinco empresas do setor siderúrgico, entre elas a Tavsa e a Matesi, nas quais o Techint tem maioria, e o Complexo Siderúrgico Guiana, na qual o grupo é acionista minoritário.

Nesse sentido, Betnaza reforçou que "já são cinco" as empresas do grupo Techint que terminam nacionalizadas na Venezuela, incluindo a Sidor (Siderúrgica do Orinoco), pela que o grupo receberá US$ 1,97 bilhão mediante um plano de pagamentos pactuado este mês.

"É um fato absolutamente insólito, principalmente no contexto" da "enorme hospitalidade" que Chávez recebeu em suas visitas à Argentina, a última delas na semana passada, especificou o diretor em declarações a uma rádio de Buenos Aires. EFE alm/rr

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