Grupo árabe-israelense assume autoria de ataque em Jerusalém

Gaza - As Brigadas de Libertação da Galiléia assumiram a autoria do ataque cometido hoje com uma escavadeira em Jerusalém, que deixou três mortos e mais de 40 feridos.

EFE |

Assim afirma, em comunicado à imprensa árabe, esta facção armada de palestinos com cidadania ou residência israelense, que se tornou conhecida ao assumir o atentado em março contra um seminário rabínico em Jerusalém, onde morreram oito jovens judeus.

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Equipe médica presta socorro a uma das vitímas

"Este ataque é a resposta às constantes agressões contra nosso povo palestino, especialmente os assassinatos sionistas que continuam na Cisjordânia, e também contra o Hamas, que persegue nossos membros e líderes na Faixa de Gaza", afirma o documento.

A nota identifica o atacante que usou uma escavadeira contra vários veículos e pessoas no centro de Jerusalém como Asa Hashim Abu Dehem, de 30 anos e morador da aldeia palestina de Tzur Baher, em Jerusalém Oriental.

O atentado ocorre no 13º dia da trégua entre Israel e o grupo islâmico Hamas na Faixa de Gaza, acordo alcançado com a mediação do Egito.

EFE
Escavadeira usada foi fabricada nos EUA


A Jihad Islâmica afirma, em comunicado publicado pouco depois do ataque, que a ação foi "uma resposta à política do inimigo sionista (Israel) contra os palestinos em Gaza e Cisjordânia".

Um porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, não quis elogiar o atentado até confirmar se tem motivações políticas, mas disse que, em caso positivo, "seria o resultado natural da contínua agressão israelense contra nosso povo na Cisjordânia e na Faixa de Gaza".

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