Grupo árabe é processado na Holanda por charge que nega o Holocausto

Bruxelas, 2 set (EFE).- O Ministério Público da província holandesa de Utrecht decidiu levar aos tribunais a organização Liga Árabe Europeia (LAE) por publicar em seu site uma charge que nega o Holocausto.

EFE |

A Promotoria de Utrecht explica que "a charge pode ser considerada como discriminatória", segundo um comunicado reproduzido hoje pela agência de notícias "Belga".

O desenho mostra dois homens com um solidéu judeu que observam uma pilha de esqueletos sob um cartaz que diz "Auswitch", uma provável alusão a Auschwitz, o nome do campo de concentração no qual milhares de pessoas, judeus em sua maioria, foram assassinadas pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

"Não acho que sejam judeus", diz um dos personagens, ao que o outro responde: "Devemos chegar aos seis milhões de uma maneira ou de outra".

A associação árabe já tinha publicado esta caricatura em 2006 e retirado de seu site no mesmo ano, mas voltou a postá-la no mês passado em protesto pelo anúncio da Justiça holandesa de que arquivaria a causa contra o deputado de extrema direita Geert Wilders.

O deputado postou em seu site as polêmicas charges sobre o profeta Maomé que apareceram em um jornal dinamarquês em setembro de 2005. Os desenhos foram considerados como ofensivos por muitos muçulmanos e desencadearam uma onda de manifestações violentas contra a Dinamarca em janeiro e fevereiro de 2006.

Para a LAE, a decisão de arquivar a causa contra Wilders foi "injusta" e, em resposta, decidiu voltar a incluir a charge sobre o Holocausto em seu site.

No entanto, o Ministério Público de Utrecht considerou que os desenhos violam a legalidade e, portanto, decidiu atuar contra a associação árabe.

A LAE se define como um movimento social e político em defesa dos direitos das comunidades árabes e muçulmanas na Europa. EFE vd/bba

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