Grupo 5+1 alcança progresso para reiniciar diálogo sobre crise nuclear do Irã

Xangai, 16 abr (EFE).- A reunião mantida hoje em Xangai por enviados dos cinco países-membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Alemanha (grupo conhecido como 5+1), junto com um representante do Conselho Europeu, alcançou progressos para relançar o diálogo internacional sobre a crise nuclear iraniana.

EFE |

Os enviados em nível vice-ministerial e de diretores ministeriais de China, Rússia, Estados Unidos, França e Reino Unido, junto com o de Alemanha e do representante do Conselho Europeu, tiveram hoje um primeiro "encontro construtivo" nesta nova rodada para impulsionar novamente as conversas.

Esta explicação foi dada em entrevista coletiva, no final da reunião, pelo líder anfitrião, He Yafei, ministro assistente do Ministério de Assuntos Exteriores da China, que revelou que já existe um acordo "na maior parte das propostas" para reiniciar as negociações com o Irã.

No entanto, reconheceu que "ainda há algumas questões destacadas que têm que ser resolvidas e precisam ser discutidas".

As iniciativas que os seis países estão considerando para tentar de resolver a "questão nuclear iraniana", termo com o qual He se referiu ao assunto da reunião, incluem "medidas para a construção da confiança no campo político" e propostas sobre energia nuclear, segurança e colaboração econômica.

Perguntado se não teria sido mais adequado convidar uma delegação iraniana para o encontro, He afirmou que o "mecanismo dos seis países" foi criado para alcançar uma posição comum entre seus membros na busca conjunta de uma solução adequada para o problema.

"Os seis países", embora incluam os principais impulsores das punições contra o Irã, "estão comprometidos na busca de uma solução através de negociações pacíficas", disse He, que expressou a esperança de que "diante de sua sinceridade o Irã responda de forma positiva a suas propostas".

O Conselho de Segurança da ONU aprovou em março uma terceira resolução sancionadora contra o Irã por não suspender seu programa de enriquecimento de urânio, que a comunidade internacional considera ilegal, enquanto Teerã argumenta que só tem fins civis.

Enquanto isto, o Irã está instalando seis mil novas centrífugas em sua usina nuclear de Natanz, na província de Isfahan, onde já conta com outras três mil unidades em operação, o que lhe permite produzir combustível nuclear em nível industrial. EFE jad/fal

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