Gripe suína tem primeiro caso resistente a antiviral Tamiflu

Um primeiro caso de resistência ao tratamento com o antiviral Tamiflu, do laboratório suíço Roche, contra a gripe suína foi registrado nesta segunda-feira, na Dinamarca, no momento em que a pandemia do vírus A(H1N1) avança no mundo, atingindo cerca de 71.000 pessoas, em mais de 100 países.

AFP |

Diante da resistência ao Tamiflu, o paciente foi tratado com outro medicamento, o Relenza, fabricado pelo laboratório britânico GlaxoSmithKline (GSK), e já está curado, não apresentando mais sinais da doença, anunciou comunicado do Instituto Nacional de Sorologia.

O Tamiflu vinha sendo recomendado até então pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um tratamento eficaz contra a forma atual da gripe suína.

O laboratório Roche, contactado pela AFP, minimizou o assunto, estimando que era um caso "isolado" e correspondia às estatísticas constatadas durante os testes clínicos.

"Era algo esperado por nós", explicou um porta-voz do laboratório, David Reddy, acrescentando que o caso está incluído no percentual de 0,5% de resistência com o qual trabalhamos.

"Isto não significa que o vírus que circula atualmente é resistente ao Tamiflu", acrescentou.

Com uma grande capacidade de adaptação, os vírus procuram, por natureza, contornar obstáculos que se apresentam, explicou recentemente à AFP o professor Antoine Flahaut, diretor de Altos Estudos em Saúde Pública.

"O único cenário atualmente plausível é que o vírus torne-se resistente ao Tamiflu", declarou.

Isto torna ainda mais crucial a descoberta de uma vacina, e explica a pressa da OMS em lançar uma produção mundial, o que, no entanto, não acontecerá antes de setembro.

O vírus A (H1N1) da gripe suína já infectou 70.893 pessoas no mundo e causou 311 mortos, segundo o mais novo relatório, publicado nesta segunda-feira, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A quantidade de pessoas infectadas aumentou em 11.000 casos desde o último balanço da OMS, difundido na sexta-feira em seu site.

O aumento mais importante em número de infectados foi registrado nos Estados Unidos, que conta agora com 27.717 casos. Este é o país mais infectado pelo vírus.

A doença fez uma nova vítima fatal no Reino Unido, uma menina de 9 anos morta em Birmingham (centro), elevando a três o número de mortes ligadas à doença no quinto país mais atingido do mundo (4.250 casos, segundo a OMS).

O Quênia, o Nepal e a Bósnia registraram os primeiros casos em seu território.

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