Gripe suína tem mais de 5.000 casos no mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta terça-feira que mais de 5.000 pessoas no planeta estão afetadas pela gripe suína. Além disso, mais três países confirmaram os primeiros casos: Cuba, Tailândia e Finlândia.

AFP |

O número de casos confirmados de gripe suína chegou a 5.251, incluidos 61 casos fatais, em 30 países, segundo o balanço mais recente da OMS.

O maior número de casos é registrado nos Estados Unidos, com 2.600 infecções, três delas fatais. O México tem 2.059 casos, incluindo 56 mortes, e o Canadá aparece com 330 casos uma morte, desde o surgimento no mês passado do foco da nova gripe A (H1N1). A Costa Rica também registrou um caso fatal.

Nas últimas horas Cuba, Tailândia e Finlândia anunciaram a confirmação de pacientes com o vírus.

Havana confirmou o caso em um joven mexicano que chegou à ilha como parte de um grupo de estudantes de Medicina.

Diante da propagação da doença no México, Cuba suspendeu os voos com este país, o que provocou mal-estar no governo de Felipe Calderón, que pode cancelar uma viagem à ilha programada para as próximas semanas.

O líder cubano Fidel Castro acusou na segunda-feira à noite o México de ocultar a epidemia de gripe A H1N1 para não impedir a visita do presidente americano Barack Obama, nos dias 16 e 17 de abril.

"As autoridades mexicanas não informaram ao mundo a presença da mesma esperando a visita de Obama. Agora nos ameaçam com suspender a do presidente (do México, Felipe) Calderón", afirma Fidel em um artigo publicado no site estatal Cubadebate.

A Finlândia também confirmou os dois primeiros casos de gripe A (H1N1) nesta terça-feira. Os pacientes são dois jovens que retornaram recentemente de uma viagem ao México.

Além disso, Bangcoc confirmou os casos de dois tailandeses que viajaram ao México de modo separado e que, segundo o governo, estão completamente curados.

Na Suíça, o grupo farmacêutico Roche anunciou a doação de 5,65 milhões de doses adicionais do antigripal Tamiflu, eficaz contra a gripe suína, à OMS.

O laboratório suíço também aumentará as capacidades de produção do antiviral, do qual produzirá 110 milhões de tratamentos nos próximos cinco meses. A meta é reconstituir as reservas regionais armazenadas pela OMS e pela própria Roche, além de adicionar 650.000 tratamentos pediátricos.

"É urgente reconstituir as reservas da OMS, assim como as da Roche, destinadas a dar uma resposta rápida, sem esquecer dos governos nacionais, para enfrentar as ondas posteriores da epidemia de H1N1 ou o surgimento de um novo vírus da gripe", afirma o laboratório em um comunicado.

O número dois da OMS, Keiji Fukuda, defendeu o sistema de alerta da organização. Ele disse que a doença teria se propagado muito mais se há duas semanas a OMS não tivesse elevado para 5 o nível de alerta em uma escala máxima de 6.

"Se os países não soubessem o que fazer nesta situação, a confusão teria sido maior. E em muitos sentidos, a situação teria sido muito mais grave", afirmou.

O México, epicentro da doença, anunciou que 25 hotéis das zonas turísticas de Cancún e da Riviera Maya foram fechados temporariamente pela falta de hóspedes desde o surgimento da gripe suína.

burs-acc/fp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG