Gripe suína se torna mais ativa com volta às aulas, afirmam EUA

Por Maggie Fox WASHINGTON (Reuters) - A gripe suína está se propagando mais rápido na região sudeste dos Estados Unidos, onde as escolas iniciaram as aulas mais cedo do que em outros locais após as férias de verão, informou uma autoridade de saúde norte-americana na quarta-feira.

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O vírus pandêmico da influenza H1N1 está ativo desde março, mas as autoridades observaram um aumento claro de sua atividade em algumas regiões nas últimas semanas, disse a jornalistas a médica Anne Schuchat, do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês).

"Esse pequeno aumento que observamos concentra-se no Sudeste, entre as crianças em idade escolar," afirmou Schuchat.

Especialistas em saúde afirmam que as crianças em idade escolar e os adultos jovens têm maior probabilidade de serem infectados pela gripe suína, e disseram que já esperavam que a pandemia se tornasse mais ativa com a volta às aulas, quando as crianças têm maior contato umas com as outras.

"As aulas voltaram e as pessoas começam a prestar atenção," disse a secretária de Saúde e Serviços Humanos, Kathleen Sebelius, a jornalistas durante uma reunião sobre gripe suína.

O CDC não recomendou o fechamento das escolas, a menos que haja muitos casos da doença, afirmando que tais medidas têm pouco efeito na contenção da gripe.

Na terça-feira, autoridades sanitárias de Nova York afirmaram que disponibilizarão neste ano vacinas gratuitas contra a gripe H1N1 e a sazonal a todas as crianças em idade de freqüentar o ensino fundamental.

A Casa Branca afirmou que os esforços do governo visam minimizar o impacto do H1N1 sobre a saúde da nação e sobre a economia. Isso inclui medidas educativas sobre higiene, especialmente porque a vacina contra o H1N1 não estará disponível para a população antes de outubro.

"Não esperamos ter a vacina antes que haja um aumento de casos da doença," disse Schuchat.

Cinco empresas estão desenvolvendo a vacina contra a gripe suína para o mercado norte-americano --a unidade MedImmune da AstraZeneca, a CSL, a GlaxoSmithKline, a Novartis e a Sanofi-Aventis.

A gripe sazonal infecta entre 5 e 20 por cento das populações todos os anos, mas 90 por cento dos casos graves e mortes ocorrem com idosos. Ela mata entre 250 mil e 500 mil pessoas em todo o mundo.

Como o vírus H1N1 é novo, mais pessoas estão suscetíveis a ele e a Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que 2 bilhões de pessoas provavelmente serão infectadas.

Sebelius afirmou que se preocupa com uma corrida de pacientes ao pronto-socorro e com uma sobrecarga aos médicos. "Sabemos que pode haver uma tendência de sobrecarregar o sistema de saúde," afirmou Sebelius.

Com isso, o governo dos EUA está lançando campanhas publicitárias e educativas sobre a gripe para que as pessoas que não precisam de cuidado médico não o procurem.

Pessoas com asma, doenças pulmonares, diabete, doenças do coração, assim como grávidas e obesos mórbidos, têm um risco muito maior de ficarem gravemente doentes com a gripe. O CDC afirma que essas pessoas, assim como as crianças, os trabalhadores da saúde e os adultos jovens, devem ser imunizados primeiro quando a primeira vacina para o H1N1 ficar disponível.

A vacina da gripe sazonal já está disponível nos EUA e o CDC pede que os norte-americanos tomem a vacina, mesmo que ela não ofereça proteção contra o H1N1, porque a gripe sazonal também deverá estar em circulação.

Na terça-feira, o CDC contou com a ajuda de Elmo, personagem do programa de TV Vila Sésamo, em quatro spots publicitários de interesse público. O objetivo era estimular as crianças a lavar as mãos e cobrir a boca ao tossir.

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