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Gripe suína parece menos perigosa , mas EUA mantém cautela

Washington, 3 mai (EFE).- O Governo americano e o Centro para o Controle de Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) observam sinais animadores de que o vírus da gripe suína não é tão perigoso como se temia inicialmente, mas preferem mostrar um otimismo cauteloso.

EFE |

Nos Estados Unidos, o número de casos da gripe aumentou consideravelmente nos últimos dias, chegando a 226 infectados em 30 estados, segundo o último boletim do CDC.

A diretora-adjunta interina de Ciência e Saúde Pública do CDC, Anne Schuchat, afirmou hoje que parte do aumento se deve a novos dados que entraram com atraso dos laboratórios, mas eles também indicam que o vírus "está muito disseminado".

Ao todo, 30 pessoas estão internadas em hospitais dos Estados Unidos pela gripe suína, a maioria delas crianças adolescentes.

A idade média dos americanos infectados com o vírus é de 17 anos e muito poucos têm mais de 50 anos, especificou Anne.

Segundo ela, isso indica que ela tem um comportamento diferente ao da gripe comum, tanto pelo segmento da população afetado quanto por sua propagação, que aumentou.

O CDC não vê na nova cepa descoberta fatores associáveis a outros vírus H1N1 nem à pandemia de 1918, conhecida como "gripe espanhola", que matou um número estimado entre 25 milhões e 40 milhões de pessoas, "o que é animador", explicou hoje o diretor interino do CDC, Richard Besser, em entrevista à emissora de televisão "ABC".

Os EUA também recebem notícias otimistas do México, onde as autoridades médicas afirmaram hoje que a evolução da epidemia se encontra em sua fase de queda.

"São sinais animadores, me encorajam, mas mantenho uma postura muito cautelosa", assinalou Anne.

Tanto ela quanto Besser lembraram que se trata de um novo vírus e não se sabe como vai evoluir na temporada da gripe comum, que acontece no outono dos EUA.

"Não sabemos o que vai acontecer, cada vírus é novo e seu comportamento é novo. Estamos em um ponto crítico. Não acho que seja o momento de baixar a guarda e considero que devemos continuar sendo agressivos diante de uma situação incerta", sustentou Besser.

Nos EUA, a cada ano, 200 mil pessoas são internadas e 36 mil morrem pela gripe comum.

O fato de os Estados Unidos registrou somente uma morte pela gripe suína -ainda assim, de um mexicano, no Texas- e ter apenas 30 internados por seu vírus "é uma boa notícia", disse Anne, ponderando, no entanto, que "é cedo demais" para prever o alcance da doença.

Neste contexto, este especialista prevê "mais casos, mais casos graves e mais vítimas fatais".

A secretária de Saúde dos EUA, Kathleen Sebelius, baixou o otimismo, ao afirmar que "se a situação atual parece acalmar, se somos cautelosamente otimistas, não sabemos o que vai acontecer quando a temporada real chegar" no outono americano.

Os EUA aceleram a produção das vacinas contra a gripe comum para a próxima temporada, enquanto os analistas trabalham para desenvolver uma que resista ao novo vírus.

Sebelius afirmou que o país terá ambas as vacinas prontas quando chegue o outono, que no calendário americano ocorre no segundo semestre.

Por sua parte, a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, defendeu as medidas tomadas pelo Governo e negou que tenha reagido de forma exagerada, em referência às críticas de que a Administração causou alarme social com sua resposta.

"Tínhamos um novo vírus, desconhecíamos seu grau letal e não sabíamos quão rapidamente ele se propagaria. Se você se descuida, já não consegue alcançá-lo. Tem que estar um passo à frente", disse.

EFE cai/jp

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