Gripe suína: ONU denuncia discriminação em quarentenas por nacionalidade

A ONU condenou nesta sexta-feira as quarentenas impostas segundo critérios de nacionalidade para conter a gripe suína, por considerá-las claramente discriminatórias, e citou o caso particular de mexicanos afetados pelas medidas.

AFP |

"Ninguém deveria ser colocado em quarentena apenas por sua nacionalidade", afirmou em Genebra o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville.

"Estas medidas são claros e inaceitáveis atos de discriminação com efeitos negativos evidentes para os direitos das pessoas afetadas, incluindo possíveis prejuízos econômicos, por exemplo nas viagens de negócios", completou Colville.

Colville mencionou o caso de mexicanos sem sintomas da gripe, que não estavam no México a semana passada e mesmo assim foram colocados em quarentena.

O México, epicentro do vírus A (H1N1), denunciou no fim de semana passado atos de discriminação contra cidadãos mexicanos aos quais a China impôs uma quarentena, apesar de nenhum deles apresentar sintomas da doença.

dro/fp

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