Gripe suína: México avalia impacto econômico

As autoridades avaliavam nesta terça-feira o impacto econômico da gripe suína no México, onde a situação parece voltar à normalidade, com o retorno às aulas e a reabertura do comércio.

AFP |

O vírus A H1N1, que já matou 26 pessoas no país (29 segundo a Organização Mundial de Saúde), vai reduzir em "cerca de 0,3%" da riqueza nacional, algo em torno de 2,3 bilhões de dólares, declarou o ministro mexicano das Finanças, Agustin Carstens, ao anunciar um plano de reativação econômica.

O governo prevê lançar um pacote de 2,1 bilhões de dólares, que inclui medidas fiscais de incentivo totalizando 1,3 bilhão, e um fundo para promover o turismo, a terceira fonte de divisas do país.

Para as empresas em dificuldades, haverá um total de 380 milhões de dólares em créditos bancários.

O PIB mexicano, que foi de 900 bilhões de dólares em 2008, já estava ameaçado pela queda nos preços do petróleo e a desvalorização do peso, em razão da crise financeira mundial.

Na frente médica, o ministro da Saúde, José Angel Cordova, confirmou que a epidemia de gripe suína está cedendo, apesar do registro de 64 novos casos, o que eleva o número total a 840.

A elevação do número de casos confirmados se deve, principalmente, a divulgação de resultados de análises feitas anteriormente. O último caso de óbito confirmado remonta ao dia 29 de abril, destacou Cordova.

A maior parte dos óbitos ocorreu na Cidade do México e em seus subúrbios, e as vítimas tinham, na maioria, entre 20 e 39 anos. A epidemia atingiu seu pico entre 23 e 28 de abril

Após uma semana de grande apreensão, a capital mexicana, onde vivem cerca de 20 milhões de habitantes, retoma seu ritmo acelerado, com a volta dos engarrafamentos gigantescos, e a reabertura de bares e restaurantes.

"Estamos voltando lentamente à normalidade", disse hoje o presidente Felipe Calderon, na TV, afirmando que o México protegeu toda a humanidade contra a propagação do novo vírus.

Uma grande operação de limpeza foi realizada em bares, restaurantes, transportes públicos e escolas.

"Foi tudo limpo e desinfetado: paredes, pratos, copos, mesas e cadeiras", disse à AFP Lourdes Ramirez, um empregado do restaurante De la Condesa, na capital.

As escolas de nível superior retomaram as aulas nesta terça, e o ensino básico volta a funcionar na quinta-feira, mas cinemas, teatros e discotecas ficarão fechados até nova ordem.

O fechamento do comércio, determinado no dia 28 de abril, provocou um prejuízo diário de 100 milhões de dólares para o setor hoteleiro do México, ameaçando o emprego de 450 mil pessoas.

A ocupação dos hotéis caiu para 10% na Cidade do México e as praias mexicanas, especialmente na península atlântica do Yucatan, estavam desertas, após o cancelamento de 70% das reservas.

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