Gripe suína matou mais de 50 pessoas em todo o mundo

A epidemia de gripe suína já deixou mais de 50 mortos em todo o mundo, com uma terceira vítima anunciada nos Estados Unidos, onde o número de pessoas infectadas se multiplicou nos últimos dias, preocupando as autoridades locais.

AFP |

Segundo os países envolvidos, a epidemia matou 53 pessoas em todo mundo, sendo 48 no México, três nos Estados Unidos, um no Canadá e um na Costa Rica.

A Noruega detectou seus dois primeiros casos, em pessoas que retornaram recentemente do México, e se tornou o 30º país atingido pelo vírus mutante A (H1N1), que combina características suínas, aviárias e humanas e para o qual ainda não existe uma vacina.

Com a morte de um homem de 53 anos, que também sofria de diabetes e de uma doença pulmonar, a Costa Rica se tornou o quarto país do mundo e o primeiro da América Central a registrar um caso mortal.

Os Estados Unidos anunciaram a morte de um homem de cerca de 30 anos, que tinha antecedentes cardíacos e se tornou a primeira vítima americana fora do estado do Texas (sul dos EUA), na fronteira com o México, país de origem da epidemia.

De acordo com o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), os Estados Unidos têm mais da metade dos casos confirmados de gripe suína registrados em todo o mundo (2.254, de um total de 4.379). O México tem 1.626.

No total, 104 pessoas estão hospitalizadas em diversos estados americanos, mas as autoridades destacaram que a maioria destes pacientes também sofre de outras doenças, que necessitam uma maior vigilância.

Para Anne Schuchat, do Centro americano de Controle e Prevenção das Doenças, é preciso observar as tendências, em vez de se focalizar nos números. "Nossa avaliação é que a transmissão do vírus nos Estados Unidos está em andamento, é um vírus muito contagioso, semelhante ao da gripe sazonal", declarou.

As autoridades americanas estão trabalhando para definir as características do A (H1N1), e para desenvolver uma vacina.

"O vírus da gripe é imprevisível, e pode se modificar", alertou Schuchat, conclamando as autoridades sanitárias a se prepararem também para a chegada da gripe sazonal, cujo impacto pode se combinar ao da gripe suína.

As autoridades ressaltaram que a gripe sazonal deixa 36.000 mortos a cada ano nos Estados Unidos.

A OMS mantém um nível de alerta 5 (numa escala de 6), e advertiu que o vírus pode diminuir de intensidade durante o verão e voltar com força no outono do hemisfério norte.

No México, a epidemia parece perder força. O último caso mortal foi registrado no dia 4 de maio. Contudo, três mortes suspeitas foram registradas no estado de Jalisco (oeste), levando as autoridades regionais a fechar todos os lugares públicos.

Da mesma forma, o famoso balneário de Acapulco, no estado de Guerrero, fechou bares, restaurantes e casas noturnas.

Já os 20 milhões de moradores da Cidade do México voltaram à vida normal, com a reabertura dos bares, restaurantes e museus, assim como dos famosos sítios arqueológicos, como as pirâmides de Teotihuacan.

O Japão, até então poupado pela epidemia, confirmou neste domingo quatro casos de gripe suína, em um professor e três estudantes que retornaram recentemente de uma viagem à América do Norte. Quarenta e nove passageiros que estavam a bordo do mesmo avião, procedente de Detroit (Michigan, norte dos EUA), foram colocados em quarentena por dez dias em um hotel próximo ao aeroporto. As autoridades também decidiram monitorar os 163 outros passageiros do mesmo voo, que já se dispersaram em 26 das 47 regiões do arquipélago.

bur/yw

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