Gripe suína matou até 17 mil nos EUA, diz relatório

WASHINGTON (Reuters) - O vírus H1N1, da chamada gripe suína, já matou até 17 mil norte-americanos, inclusive 1.800 crianças, disse o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA na sexta-feira. A pandemia provocou um número de hospitalizações semelhante à de temporadas normais de gripe - mas em geral as vítimas eram jovens adultos e crianças, e não idosos, e o auge ocorreu em meses quando normalmente praticamente não há circulação de gripe, disse o órgão.

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"O CDC estima que entre 41 e 84 milhões de casos do H1N1 2009 ocorreram entre abril de 2009 e 16 de janeiro de 2010", disse nota da agência. Normalmente, o CDC adota um número médio, que seria de 57 milhões de contaminados.

Entre 8.330 e 17.160 pessoas morreram nesse período por causa do H1N1, com uma cifra média de cerca de 12 mil, segundo o CDC. Houve entre 880 e 1.800 mortes infantis, até 13 mil mortes de adultos menores de 65 anos, e apenas 1.000 a 2.000 mortes de idosos.

Numa temporada normal de gripe, o CDC estima 36 mil mortes nos EUA, sendo 90 por cento de pacientes acima de 65 anos. A agência de saúde do governo calcula que a cada ano sejam hospitalizadas 200 mil pessoas - novamente, a maioria de idosos.

Entre abril e janeiro, o CDC estima que 183 mil a 370 mil pessoas tenham sido internadas por causa da gripe suína nos EUA.

(Reportagem de Maggie Fox)

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