Gripe suína: mais de 700 mortos em todo o mundo, segundo a OMS

O vírus da gripe suína causou a morte de mais de 700 pessoas no mundo, anunciu nesta terça-feira um porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS).

AFP |

O último balanço publicado no site da OMS, em 6 de julho, assinalava 429 mortos pelo vírus A(H1N1).

Na sexta-feira passada, a OMS alertou que o vírus da gripe suína está se propagando no nível internacional a uma velocidade sem precedentes e comunicou sua decisão de deixar de proporcionar balanços sobre a evolução da pandemia no mundo.

"Nas pandemias anteriores, os vírus gripais precisaram de mais de seis meses para se propagar tanto como aconteceu com o novo vírus A (H1N1) em menos de seis semanas", afirma, em um comunicado, a organização com sede em Genebra.

No entanto, a OMS insistiu no "caráter benigno dos sintomas para a grande maioria dos pacientes que, em geral, se restabelecem, inclusive sem tratamento médico, uma semana depois da aparição dos primeiros sintomas".

A organização acrescentou que a contagem dos casos individuais já não é essencial (nos países mais afetados) para seguir o nível ou a natureza do risco causado pelo vírus pandêmico ou para dar indicações sobre a melhor resposta para a doença.

"Em alguns países, a análise sistemática dos casos suspeitos mobiliza a maior parte das capacidades dos laboratórios, o que deixa pouca margem para o acompanhamento e as pesquisas fatos excepcionais", destacou a OMS para justificar sua decisão de não proporcionar mais estatísticas mundiais.

A OMS pediu aos países afetados que sigam "de perto os fatos incomuns", como, por exemplo, as infecções graves ou mortais em grupos de população, os sintomas pouco freqüentes que possam aponta um agravamento da periculosidade do vírus. A OMS se limitará a partir de agora a informar sobre os novos países afetados.

"A OMS continuará pedindo a esses países que comuniquen os primeiros casos confirmados e, à medida do possível, dêem a cada semana cifras e descrições epidemiológicas dos novos casos", segundo a nota publicada.

O grande número de contágios em tão pouco tempo "se deve a uma combinação de fatores", explicou à AFP um porta-voz da OMS, Gregory Hartl.

"O vírus se propaga muito eficazmente de homem para homem sem que haja sintomas em um portador da doença. Além disso, como destacou a organização, depois do aparecimento da doença no fim de abril, atualmente os virus se expandem a uma velocidade dos dos voos transatlânticos nos quais viajam milhares de pessoas´´.

Indagado sobre a maneira de pode se determinar as políticas de vacinação na falta de estatísticas mundiais, Hartl recordou que, segundo a OMS "o vírus já não pode ser detido e que todos os necessitarão de vacina. Virtualmente, os 6,8 bilhões de habitantes do planeta poderão ser infectados".

pac/cn

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