O Japão anunciou que os casos de gripe suína aumentaram para 93 neste domingo, véspera da Assembleia mundial da OMS (Organização Mundial da Saúde), em Genebra, que pode terminar com o decreto de alerta máximo.

Na tarde deste domingo, funcionários de Hyogo, município que inclui Kobo, disseram à AFP que há 53 casos confirmados. Além disso, a prefeitura de Osaka comunicou 36 pessoas com gripe suína. Com as quatro pessoas que contraíram a doença no exterior, o número de casos confirmados no país disparou para 93.

No início do mês, o Japão descobriu seus quatro primeiros casos de gripe suína no aeroporto de Narita, perto de Tóquio.

O número de casos aumentou rapidamente na cidade de Osaka (oeste) após a confirmação de oito primeiros casos no Japão sábado, entre eles estudantes que não foram para o exterior.

Segundo as autoridades locais, mais de mil escolas e creches da região destes casos podem fechar, assim como salas de cinema. Algumas empresas pediram a seus funcionários que fiquem em casa.

Diversas centenas de pessoas podem ter sido infectadas pelo vírus (A) H1N1 no Japão, declarou Masato Tashiro, chefe do laboratório de investigação sobre a gripe no Instituto Nacional de doenças infecciosas, citado pela agência de notícias Kyodo.

O saldo anterior era de 32 casos, 29 na região de Osaka (oeste) e na vizinha de Hyogo, concretamente na cidade de Kobe e os outros três casos novos deste domingo, um estudante, um professor de cerca de 40 anos e uma mulher de 50 anos.

"Estamos estudando como prevenir a propagação da infecção", afirmou à imprensa o porta-voz do Governo Takeo Kawamura, indicando que o gabinete terá uma reunião sobre o tema segunda-feira.

A OMS disse que está acompanhando de perto a situação nesse país, com 350 habitantes por km2 depois que as autoridades ordenaram o fechamento das escolas e cancelaram atos públicos em Kobe.

O surgimento de um foco de transmissão humana autônoma em uma região de fora do continente norte-americano, de onde saiu o novo vírus A (H1N1) pode justificar a ativação da fase de alerta máximo da OMS, a fase 6, que assinalaria a primeira grande pandemia de gripe do século XXI.

O balanço mais recente da OMS neste domingo foi de 8.480 casos, 29 a mais que o registrado no sábado.

A epidemia afeta agora 39 países e matou 72 pessoas, segundo a OMS.

Os Estados Unidos continuam sendo o país mais afetado, apesar de o balanço da véspera ser o mesmo hoje (4.714 casos). Lá, segundo a OMS, morreram quatro pessoas.

Em seguida, de acordo com a OMS, vem o México, com 2.895 casos, dos quais 66 vítimas fatais. Porém, sábado, o México informou 3.034 pessoas infectadas e 68 mortes.

O Canadá é o terceiro país mais afetado, segundo a OMS, com 496 casos (520, segundo as autoridades) e um mortal.

A Espanha, por sua vez, é o primeiro país europeu mais afetado, com 103 casos, seguida por Grã-Bretanha, com 82 casos.

Os dados da OMS são com frequência inferiores aos balanços divulgados pelos países, porque os números nacionais são submetidos a procedimentos de verificação da organização.

Neste domingo, o Chile informou que o primeiro caso de gripe suína foi registrado em uma mulher de 32 anos, proveniente de Punta Cana com escala na Cidade do Panamá. Ela chegou a Santiago sábado em um voo comercial da linha aérea Copa e foi examinada no aeroporto, onde os passageiros estão respondendo a um questionário relacionado à saúde e verificam a temperatura do corpo.

As autoridades chilenas estão tentando localizar os demais passageiros do voo da Copa para pedirem que fiquem em casa, disse Erazo, pedindo calma à população.

No Reino Unido, a Agência da proteção sanitária (HPA) anunciou neste domingo 14 novos casos da gripe suína em seu território, onde o saldo já está em 101 casos confirmados. Seis adultos e oito crianças, originárias de Londres, e do leste e do sudeste da Inglaterra, foram infectadas pelo vírus A(H1N1), segundo a HPA.

Duas destas pessoas contraíram a doença no exterior e 11 outras por contato com pessoas já contaminadas. A origem do último caso ainda não foi determinada.

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