Gripe suína ganha força nos EUA e faz primeira vítima na América Central

A gripe suína continuou avançando neste sábado em todo o mundo, com uma primeira vítima na América Central e um forte aumento do número de casos confirmados nos Estados Unidos, que estão trabalhando para desenvolver uma vacina.

AFP |

Um homem de 53 anos faleceu neste sábado na Costa Rica, tornando-se a primeira vítima do vírus A (H1N1) registrada na América Central, anunciou a ministra da Saúde do país, Maria Luisa Avila. Internado desde a semana passada em San Jose, o homem sofria de diabetes e tinha uma doença pulmonar crônica.

De acordo com o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), comunicado neste sábado em Genebra, a gripe suína contaminou 3.440 pessoas em 29 países e deixou 48 mortos, sendo 45 no México, dois nos Estados Unidos e um no Canadá.

Contudo, este balanço sobe para 52 mortos se forem levados em conta os últimos dados oficiais fornecidos pelo governo mexicano, de 48 vítimas, e o morto da Costa Rica.

Os Estados Unidos anunciaram neste sábado 2.254 casos confirmados - um aumento de mais de 600 em relação ao número divulgado na véspera - em 44 estados, e duas vítimas. Somente 104 pessoas estão internadas.

As autoridades sanitárias americanas estão concentradas na definição das características do vírus A (H1N1) e no desenvolvimento de uma vacina.

No México, a epidemia atingiu 1.626 pessoas e deixou 48 mortos, segundo o último balanço oficial. O último caso mortal data de 4 de maio, mas três novas mortes suspeitas foram registradas no estado de Jalisco, no oeste do país.

As autoridades desta região decidiram fechar escolas, bares, restaurantes, estádios e outros lugares públicos, como Cidade do México fez durante uma semana para conter a propagação do vírus.

Por precaução, o famoso balneário de Acapulco, no estado de Guerrero, também decretou o fechamento de seus bares e casas noturnas.

O Canadá é o terceiro país mais afetado pela gripe suína, com 224 casos confirmados (242 segundo a OMS) e uma primeira morte considerada "ligada" ao vírus, anunciada na sexta-feira.

O vírus mutante A (H1N1), que combina cepas suínas, aviária e humanas e para o qual ainda não existe vacina, atingiu agora 30 países, com os dois primeiros casos confirmados na Noruega, um homem e uma mulher de cerca de 20 anos que viajaram ao México.

Três casos foram confirmados neste sábado no Japão: os de um professor e de dois estudantes que viajaram recentemente ao Canadá.

A Austrália também anunciou neste sábado o primeiro caso de gripe suína no país, o de uma mulher que retornou recentemente de uma viagem aos Estados Unidos.

A OMS mantém um nível de alerta de 5 (numa escala de 6), e advertiu que o vírus pode evoluir e ganhar força nos próximos meses no hemisfério norte.

As autoridades sanitárias de alguns países ressaltaram, porém, a baixa taxa de mortalidade da epidemia atual, lembrando que a gripe sazonal mata 35.000 pessoas por ano nos Estados Unidos, 4.000 no Canadá e 2.500 na França.

Primeiros casos de contágio interno, ou seja, de pessoas que foram infectadas no próprio país e que não viajaram para áreas contaminadas, foram registrados sexta-feira no Brasil e neste sábado na Itália.

Na Itália, o primeiro caso de contágio de pessoa para pessoa dentro do país envolve um idoso de 70 anos, avô de um menino de 11 anos que retornou do México e que está internado em Roma. O avô também foi hospitalizado. A Itália tem oito casos confirmados de gripe supina.

Na sexta-feira, o Brasil também confirmou o primeiro caso de contágio dentro do país, o amigo de um paciente internado no Rio de Janeiro que havia retornado do México e que teve contato com o mesmo. O país tem agora seis casos confirmados da doença.

O ministério britânico da Saúde confirmou neste sábado nove novos casos de gripe suína, o que leva o número total de casos a 48. Seis novos casos envolvem crianças que frequentam a mesma escola de Londres, fechada por precaução.

A mobilização internacional para fabricar uma vacina deu seus primeiros resultados, com o sequenciamento do genoma do vírus A (H1N1) no Canadá. Pesquisadores franceses e americanos afirmaram que uma vacina estará disponível dentro de alguns meses.

bur/fp/yw

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