As autoridades de saúde do Irã proibiram todas as peregrinações para a Arábia Saudita durante o período conhecido como Ramadã - que neste ano cai entre 22 de agosto e 19 de setembro - para tentar evitar a dispersão da gripe suína no país.


Em entrevista à agência de notícias iraniana Fars, o ministro da Saúde do país, Kamran Baqeri-Lankarani, afirmou que todos os peregrinos iranianos devem se retirar da Arábia Saudita antes do início do Ramadã e que nenhum iraniano deve realizar a Umrah (conhecida como ''pequena peregrinação'' a Meca) durante o mês sagrado.

Apesar de poder ser realizada em qualquer época do ano, muitos muçulmanos preferem realizar a Umrah durante o Ramadã, período durante o qual os muçulmanos guardam jejum do amanhecer ao anoitecer.

Segundo o ministro, o fato de muitas pessoas estarem concentradas nos locais de peregrinação durante o mês sagrado aumenta o risco de dispersão do vírus e pode fazer com que peregrinos voltem ao Irã contaminados com a doença.

Contaminação

De acordo com o Ministério da Saúde do Irã, foram registrados até agora 145 casos de gripe suína no país, mas nenhuma morte. O ministro da Saúde também afirmou que serão impostas restrições também ao Hajj, a grande peregrinação anual à Meca, que este ano acontece em novembro.

Kamran Baqeri-Lankarani afirmou que deve haver uma proibição para que maiores de 65 anos e menores de dez anos participem do Hajj e que novas restrições podem ser impostas.

Peregrinações a outros locais sagrados do islamismo no Iraque e na Síria não sofrerão restrições, já que o número de visitantes nestes locais é menor do que em Meca, de acordo com o ministro.

Em julho, ministros de Saúde árabes já haviam recomendado que crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas não participem do Hajj devido à gripe suína.

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