Gripe suína faz empresas reduzirem viagens de funcionários

Por Will Waterman e Nick Zieminski LONDRES/NOVA YORK (Reuters) - Empresas estão limitando viagens de funcionários em reação à potencial pandemia de gripe suína que já matou pelo menos 149 pessoas no México, além de considerar mais outras medidas, uma vez que uma suspeita ainda não confirmada na Ernst & Young levou a empresa a fechar parte de seu escritório em Nova York.

Reuters |

Com até 1.600 casos suspeitos em uma nova onda no México e casos confirmados em países tão distantes um do outro quanto EUA, Espanha e Austrália, especialistas em saúde mundial estão chegando perto de declarar a primeira pandemia de gripe em mais de 40 anos.

Em Nova York, a Ernst & Young disse que não pode mais confirmar se um de seus funcionários teve um caso confirmado de gripe suína --o que enfatiza a rapidez com que os fatos vêm mudando.

A empresa de contabilidade havia antes informado seus funcionários no prédio de Times Square que trabalhariam de casa, após a informação de que uma funcionária foi diagnosticada com gripe suína. Eles também notificaram funcionários de férias ou a trabalho no México que considerassem voltar, ou que evitassem viajar se estivessem doentes.

"Por excesso de cautela, tomamos as medidas apropriadas para proteger a saúde de nossos funcionários", disse o porta-voz da Ernst & Young, Charles Perkin, em comunicado.

A gigante da Internet Google também citou excesso de cautela ao anunciar o fechamento de seu escritório na Cidade do México. A companhia não informou quantos funcionários foram afetados e por quanto tempo o escritório ficará fechado.

A Microsoft encorajou seus funcionários no México a trabalharem de casa, mas afirmou que seus escritórios estão funcionando normalmente.

A Xerox afirmou que está investigando um possível caso entre seus 800 funcionários no México, mas não há confirmação. A empresa pediu aos seus funcionários que visitaram o México para não irem ao trabalho ou visitarem clientes por três dias, já que o vírus tem período de incubação de três dias até que os sintomas comecem a aparecer.

Já a Honda, segunda maior fabricante de automóveis do Japão, suspendeu todas viagens a trabalho de seus funcionários até, pelo menos, dia 6 de maio, devido à onda de gripe. A empresa, que também tem fábrica no México, estuda mandar trabalhadores expatriados japoneses de volta para o Japão, apesar da produção continuar normal, segundo uma porta-voz.

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