Gripe suína faz Anvisa pedir reforços no controle de voos vindos do México

RIO DE JANEIRO - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ordenou nesta sexta-feira que sejam redobrados os controles sobre os passageiros e bagagens de viagens com origem no México. A medida é uma precaução devido ao surto de gripe suína que atinge o país e, segundo autoridades, pode ter matado até 68 pessoas.

Redação com agências internacionais |


Segundo a agência AP, testes confirmaram que 20 pessoas morreram devido à gripe, mas fontes médicas acreditam que outras 48 também tenham sido vítimas fatais da doença. O mesmo vírus contaminou oito moradores do Texas e da Califórnia, nos Estados Unidos, país que ainda não registrou mortes.

Em comunicado, a Anvisa afirmou ter ordenado que funcionários de portos, aeroportos e controle de fronteiras orientem os viajantes que se dirigem ou procedem do México. A intenção é aumentar os cuidados diante de possíveis casos de contágio e fazer com que as inspeções de cargas e bagagens sejam mais rigorosas.

De acordo com o comunicado, também haverá reforços na inspeção das medidas de limpeza e desinfecção nos meios de transporte e nas dependências de postos fronteiriços.

Reuters
Mulheres aguardam atendimento em clínica do México

Mulheres aguardam atendimento em clínica do México

O Ministério da Saúde também divulgou nota informando que "não há evidências da circulação do vírus da influenza suína no Brasil, nem em humanos, nem em animais."

O ministério ainda disse que o Brasil tem uma rede de vigilância "composta por 19 Centros de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (Rede CIEVS)", que monitora a circulação das cepas de vírus respiratórios.

A nota também diz que todas as Secretarias Estaduais de Saúde foram acionadas para intensificar o processo de monitoramento e detecção oportuna de casos suspeitos de doenças respiratórias agudas.

O comunicado é finalizado dizendo que, desde 2005, o País tem um plano para enfrentar uma possível pandemia de influenza. Entretanto, segundo o ministério, não há indicação de uso da vacina contra influenza como medida de prevenção e controle para este evento.

Campanha

O governo do México anunciou estar preparando uma campanha de vacinação em massa para deter o avanço da doença. "Estamos enfrentando um novo vírus de gripe, que agora é uma epidemia respiratória controlável. Seus sintomas são febre acima de 39 graus que aparece repentinamente, tosse, fortes dores de cabeça, musculares e nas juntas, irritação nos olhos e secreção nasal. Como resultado, o Ministério da Saúde recomenda que as pessoas evitem lugares lotados ou eventos onde o comparecimento não seja estritamente necessário", afirmou.

Além de evitar lugares lotados, o governo também aconselhou a população a evitar algumas formas de contato físico e o compartilhamento de objetos de cozinha como canecas e pratos.

AP

Gripe suína assusta mexicanos, que fazem fila em frente a hospital

Segundo o ministro da Saúde mexicano, os primeiros indícios apontam que o surto de gripe suína teve origem na Europa ou na Ásia, "sofreu mutações, foi transportado por um indivíduo e depois começou a se reproduzir".

Caso haja algum tipo de restrição a deslocamentos pela fronteira ou pânico entre consumidores, o surto da gripe suína pode prejudicar o comércio e as viagens entre Estados Unidos e México, de acordo com analistas. Não está claro qual será o impacto da epidemia, mas os setores naval e turístico estão especialmente em alerta.

"Se houver uma mudança significativa na demanda, pode-se acabar com um efeito muito substancial sobre os nossos produtos, seja (por causa de) restrições impostas pelo governo ou, alternativamente, se os consumidores simplesmente decidirem dizer 'não'", disse Bob Young, economista-chefe da Federação Americana do Burô da Agricultura.

Contudo, qualquer restrição ao comércio exterior devido à epidemia partiria do Departamento de Agricultura dos EUA, que tem o poder de "paralisar o movimento", segundo Russell Laird, diretor-executivo das Associações Americanas de Caminhões para o transporte agroalimentício. "Até agora não ouvimos nada, mas se esse apelo for feito certamente faremos nossa parte", disse ele.

Katherine Andrus, conselheira-geral da Associação do Transporte Aéreo (ATA), disse que a entidade está atenta às orientações dos órgãos de saúde, mas que por enquanto não há decisões no sentido de restringir as viagens entre EUA e México. "Realmente não esperaríamos uma suspensão do tráfego aéreo internacional por causa de algo assim."

(Com informações da Reuters, da AFP, da Agência Estado e da BBC)

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