Gripe suína deixa um morto nos EUA e não dá sinais de desaceleração

A epidemia de gripe suína, que pode ter matado 159 pessoas no México, seu país de origem, continuou se alastrando nesta quarta-feira sem dar sinais de desaceleração, com uma primeira morte nos Estados Unidos e novos casos confirmados na Europa.

AFP |

A propagação do vírus não deu "nenhum sinal de desaceleração", destacou a Organização Mundial da Saúde (OMS), que pode elevar seu nível de alerta ainda nesta quarta-feira.

Um bebê mexicano de 23 meses faleceu do vírus A/H1N1 no Texas (sul dos EUA), tornando-se a primeira vítima confirmada da gripe suína nos Estados Unidos, de acordo com os Centros de Doença e Prevenção americanos (CDC).

A epidemia é "evidentemente preocupante", e requer "o máximo de precauções", declarou o presidente Barack Obama.

No México, onde se desenvolveu o vírus, há sete mortes confirmadas e 159 "suspeitas", anunciou o ministro da Saúde, José Angel Cordova. Vinte e três novos casos de doentes foram detectados nesta quarta-feira, elevando a 49 o número de pessoas infectadas pelo A/H1N1.

A Áustria se tornou nesta quarta-feira o décimo país atingido pela epidemia. Uma mulher contraiu o vírus durante uma viagem à Guatemala com escala no México. A Alemanha, por sua vez, confirmou três casos de gripe suína.

Também na Europa, a Grã-Bretanha anunciou três novos casos, elevando o total de doentes a cinco, e a Espanha tem agora 10 casos confirmados, um deles detectado em uma pessoa que não viajou ao México.

Além do México, os países mais atingidos são os Estados Unidos (91 casos, segundo as autoridades), o Canadá (13) e a Nova Zelândia (três casos confirmados e 14 muito prováveis).

A epidemia também alcançou Israel e a Costa Rica, ambos com dois casos confirmados.

A OMS afirmou que pode confirmar 114 casos em todo o mundo, sendo oito mortais. A organização manteve um nível de alerta de 4 - numa escala de 6 - mas seu comitê de emergência foi convocado hoje à noite para estudar um eventual reforço para o nível 5.

O vírus, que segundo as autoridades mundiais atinge principalmente "jovens adultos com boa saúde", se transmite por via respiratória. Os sintomas - febre, dor de cabeça e dor no corpo - são semelhantes aos da gripe sazonal, que mata a cada ano 250.000 a 500.000 pessoas em todo o mundo.

O vírus não se transmite pelo consumo de carne de porco, mas vários paísesm, como a Rússia e a China, suspenderam total ou parcialmente suas importações suínas.

O Egito adotou uma medida ainda mais radical, ao decidir abater todos os porcos do país.

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