O México confirmou nesta segunda-feira que 149 pessoas morreram sob suspeita de terem contraído o vírus da gripe suína, no mesmo dia em que os primeiros casos da doença foram confirmados na Grã-Bretanha e Espanha. As autoridades mexicanas confirmaram que 20 dessas pessoas morreram por causa da doença.

Exames ainda estão sendo feitos para determinar a causa das outras mortes.

O México afirma que quase 2 mil pessoas no país contraíram a gripe e metade delas já se curou.

O Ministro da Saúde do México, José Córdoba, declarou que o surto de gripe suína está no seu momento mais crítico e que o número de casos continuará subindo, mas que o país tem uma reserva suficiente de medicamentos para lidar com o surto.

As aulas foram suspensas em todo o país até o dia 6 de maio.

Foram registrados casos da doença em outros países, mas o México permanece sendo a única nação com vítimas fatais confirmadas.

De acordo com autoridades de saúde, na maioria dos casos suspeitos constatados fora do México os pacientes manifestaram sintomas relativamente mais leves e conseguiram se recuperar.

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Europa
A Grã-Bretanha confirmou que duas pessoas na Escócia possuem a doença, estão hospitalizadas e passam bem.

Pouco antes, a Espanha havia sido o primeiro país europeu a confirmar casos de gripe suína.

Outros vinte casos suspeitos estão sendo investigados no país. Todos os pacientes voltaram recentemente do México e acredita-se que nenhum dos casos apresente risco de morte.

Nesta segunda-feira, a comissária de saúde da União Europeia, Androulla Vassiliou, recomendou que os europeus evitem viagens que não sejam essenciais para as zonas afetadas (além de México e Espanha, há casos nos Estados Unidos e no Canadá).

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, fez recomendação parecida. Os EUA já confirmaram 40 casos da gripe, incluindo 20 apenas em Nova York.

Correspondentes acreditam que a doença possa afetar duramente a indústria de turismo mexicana, que corresponde com um terço da receita do país.

Outros países testam suspeitos de terem contraído a doença, como Guatemala, França, Itália e Israel.

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