Gripe suína avança pelo hemisfério Sul em pleno inverno

Mais de 10.000 casos de gripe suína e 22 mortes já foram registrados na Austrália, um dos países mais afetados do hemisfério Sul em pleno inverno junto com a Argentina, onde o vírus A (H1N1) já matou 137 pessoas e os casos confirmados somam mais de 3.000.

AFP |

Os australianos informaram nesta quarta-feira que o número total de casos no país chega a 10.387, mais de 10% do total de casos contabilizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cujo último balanço situa em 94.500 a quantidade de pessoas infectadas e em 429 o número de mortos (estas estimativas não levam em conta as últimas cifras argentinas).

Duas novas mortes elevaram para 22 o número de vítimas fatais da doença na Austrália, segundo anunciou na segunda-feira Nicola Roxon, ministra da Saúde.

Roxon indicou que o número de infectados pode aumentar à medida que o inverno avança no hemisfério Sul.

"Esperamos que os números atinjam um pico em agosto", acrescentou, afirmando que a gripe A (H1N1) estava se tornando o principal tipo de gripe deste inverno no país.

O inverno também provocou a expansão da pandemia na Argentina, que na terça-feira anunciou um drástico aumento do número de vítimas fatais em relação às 94 mortes informadas no último sábado.

"As análises confirmaram 3.056 casos, 2.395 foram descartados, com 137 mortos", indicou o ministério da Saúde argentino.

Estes números transformam a Argentina no segundo país mais afetado do mundo em número de mortes, à frente do México (124), onde a doença começou, e a atrás dos Estados Unidos (211).

O ministro da Saúde, Juan Manzur, declarou na semana passada que, de acordo com as últimas projeções, estima-se que 100.000 pessoas devem contrair gripe suína na Argentina.

O Chile, por sua vez, elevou na terça-feira para 33 o número de mortos e para 10.491 o número de contaminados.

No México, a secretaria de Saúde advertiu que a gripe suína estava fora de controle no estado de Chiapas (sudoeste), onde todos os dias são registrados "entre 100 e 130 casos" diários. O último relatório, publicado na segunda-feira, situava em 124 a cifra de mortos e em 12.521 a de pessoas infectadas.

O Brasil, com 1.027 casos confirmados segundo o balanço divulgado na última sexta-feira, registrou a quarta morte por gripe suína no país, um homem que sofria de obesidade mórbida no interior de São Paulo.

A OMS alertou nesta quarta-feira que uma vacina eficaz contra o vírus não deve estar pronta antes dos próximos dois ou três meses.

"Não há vacina. Uma deve chegar logo, em agosto. Mas ter a vacina à disposição não é o mesmo que ter uma vacina que tenha provado sua eficácia", indicou a diretora da OMS, Margaret Chan, em uma entrevista ao jornal inglês The Guardian.

"Os resultados dos testes clínicos não serão conhecidos antes de dois ou três meses", acrescentou

A Austrália já reservou uma encomenda de 21 milhões de doses da vacina contra o vírus A (H1N1), o suficiente para imunizar toda a população.

Nesta quarta-feira, se reunirão em Buenos Aires os ministros da Saúde de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai, que discutirão maneiras de "avançar na harmonização de medidas conjuntas para fazer frente à pandemia", segundo um comunicado oficial.

at/ap

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