Gripe suína avança na Ásia, provoca mais mortes no México e ganha força nos EUA

A gripe A (suína) prosseguiu com o avanço neste sábado ao redor do mundo, com a confirmação de três casos no Japão e um na Austrália, o que eleva a 29 o número de países afetados, ao mesmo tempo que os Estados Unidos anunciaram a duplicação do número de enfermos e o México anunciou mais três mortes provocadas pela doença.

AFP |

Os exames em um professor japonês e dois estudantes que retornaram do Canadá, para confirmar se haviam contraído o vírus da gripe suína, deram resultados positivos, anunciou o governo.

Os três japoneses foram hospitalizados e 49 passageiros que estavam no mesmo voo, procedente da cidade americana de Detroit, foram colocados de quarentena em um hotel próximo ao aeroporto internacional de Narita, região de Tóquio.

O primeiro-ministro Taro Aso declarou que os três casos não podem ser ser considerados um novo foco do vírus da gripe A(H1N1) no Japão, já que foram detectados no desembarque no aeroporto.

O Canadá, para onde viajaram os enfermos, é o terceiro país mais afetado pela gripe suína, com 224 casos confirmados e uma morte anunciada na sexta-feira, apesar da advertência das autoridades de que o papel exato do vírus neste óbito não é claro.

A Austrália também anunciou neste sábado o primeiro caso de gripe suína no país, o de uma mulher que retornou recentemente de uma viagem aos Estados Unidos, passando a ser o 29º país do planeta afetado pela doença.

"Temos uma pessoa que contraiu a enfermidade fora e que se recuperou completamente quando retornou à Austrália", afirmou o ministro da Saúde, Nicola Roxon.

O México continua sendo, de longe, o país com mais mortes provocadas pela doença. Neste sábado, o porta-voz do ministério da Saúde, Carlos Olmos, informou que o número de mortes provocadas pela gripe suína no país subiu de 45 a 48, enquanto os casos confirmados chegaram a 1.626.

Desde o surgimento do foco da doença no México até agora foram realizados 5.580 exames, dos quais 1.626 deram resultados positivos. Destes, 1.578 são pacientes vivos e 48 correspondem a pessoas que faleceram, afirmou Olmos.

Ele explicou que os três novos óbitos confirmados ocorreram no estado de San Luis Potosí (centro), em 3 de maio, e dois na Cidade do México, um em 21 de abril e outro no dia 6 de maio.

O porta-voz afirmou ainda que três mortes no estado de Jalisco na sexta-feira ainda devem ser estudadas, com o exame virológico correspondente, e que por isso ainda não constam no balanço oficial de óbitos.

"Estamos confirmando a presença de novos casos de maneira progressiva em praticamente todo o país, o que necessariamente nos leva a tomar decisões nacionais e locais, de acordo com a realidade da região", declarou o porta-voz, sem especificar as medidas.

Ao mesmo tempo aumentam os casos autóctones, ou seja, de pessoas que foram infectadas no próprio país e que não viajaram para a América do Norte.

A Itália revelou neste sábado o primeiro caso de contágio de pessoa para pessoa dentro do país: um idoso de 70 anos, avô de um menino de 11 anos que retornou do México e que está internado em Roma. O avô também foi hospitalizado.

Na sexta-feira, o Brasil também confirmou o primeiro caso de contágio dentro do país, o amigo de um paciente internado no Rio de Janeiro que havia retornado do México e que teve contato com o mesmo. O país tem agora seis casos confirmados da doença.

Os Estados Unidos se tornaram na sexta-feira o país mais afetado pela doença, com 1.639 casos, depois que o Centro de Controle de Doenças (CDC) anunciou 743 casos a mais que na quinta-feira.

O país passou assim a ter mais casos confirmados que o México, que até sexta-feira era o país mais afetado, com 1.319 casos e 45 mortes.

O presidente Barack Obama afirmou que o país ainda não está livre do problema da gripe suína.

"Vimos que o vírus não é tão virulento como temíamos a princípio, mas ainda não estamos livres do problema, ainda devemos tomar precauções", declarou o presidente americano.

A ONU condenou na sexta-feira as medidas discriminatórias contra cidadãos mexicanos na China e em outros países para conter a gripe.

"Ninguém deveria ser colocado em quarentena apenas por sua nacionalidade", afirmou o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville.

Colville mencionou em particular o caso de mexicanos sem sintomas da gripe, que não estavam no México a semana passada e mesmo assim foram colocados em quarentena em Hong Kong até sexta-feira.

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