Gripe mexicana pode ser branda, diz agência dos EUA

Por Maggie Fox WASHINGTON (Reuters) - O surto de gripe no México pode não ser tão grave quanto pareceu inicialmente, já que muitos casos brandos podem ter passados despercebidos, disseram autoridades sanitárias dos EUA na sexta-feira.

Reuters |

O que se viu do vírus em sua expansão global sugere que ele se parece com uma gripe normal, de acordo com o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC).

Os especialistas ainda estão tentando avaliar melhor o surto do vírus H1N1, e a Organização Mundial da Saúde mantém o seu nível de alerta contra pandemias no grau 5 (de uma escala até 6).

O México, país mais afetado, teve até 176 mortes por causa da nova doença. Outros países confirmaram contaminações, em geral de pacientes que estiveram no México e tiveram uma doença branda, que dispensava internação.

A única morte fora do México foi a de um bebê mexicano em visita ao Texas. De cinco crianças no México confirmadamente com o vírus, nenhuma morreu.

Os especialistas tentam entender por que os casos fora do México parecem mais brandos, e um relatório de sexta-feira do CDC sugere uma explicação simples -- o México teria muitos casos, a maioria brandos, e só os mais graves teriam sido notados.

"O espectro clínico da doença viral de origem suína 'influenza' A (H1N1) ainda não está muito bem caracterizada no México. Entretanto, as evidências sugerem que (...) a transmissão é disseminada e que a doença (em sua forma) menos severa é comum", disse o relatório especial, assinado conjuntamente pelo CDC, pelo Ministério da Saúde do México e por outros órgãos.

O mesmo seria válido para os EUA, segundo país com mais casos confirmados (141, sendo 5 com hospitalizações).

A médica Anne Schuchat, do CDC, disse que a nova cepa é praticamente tão contagiosa quanto a da gripe comum, mas com uma incidência de 25 a 30 por cento da população. "Ela se espalha facilmente de pessoa para pessoa", disse ela a jornalistas.

Análises genéticas de vários países mostram que o vírus não sofreu mutação, o que indica que o vírus em circulação no México não seria mais agressivo do que em outros países, segundo o CDC.

Começam a surgir questionamentos sobre eventuais exageros da Organização Mundial da Saúde e do CDC sobre a gripe, mas Schuchat disse que é cedo para especulações, pois o quadro ainda não se consolidou.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG