Washington, 10 mai (EFE).- O vírus da gripe suína já deixou três mortos nos Estados Unidos, o último deles confirmado no sábado, e um total de 2.

532 infectados, informou hoje o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês).

O último caso é de um homem de entre 30 e 40 anos que tinha problemas de coração e morreu na quinta-feira no estado de Washington, como consequência do vírus.

Os outros dois mortos em território americano foram Judy Trunnell, uma professora do Texas que morreu na terça-feira passada, e um bebê mexicano que visitava parentes nesse mesmo estado junto à família.

Os EUA se tornaram o país com maior número de doentes, com um total de 2.532 casos confirmados hoje, quase 300 a mais que ontem.

No México, onde o vírus foi descoberto, o número de infectados vivos chega a 1.578 e o de mortos, a 48.

O vírus está presente em 29 países, com 4.379 casos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nos EUA, o vírus está presente em 44 dos 50 estados e os que registraram mais casos são Illinois, Wisconsin, Arizona, Nova York e Califórnia, informou o CDC.

O CDC alertou que prevê "mais casos, mais hospitalizações e mais mortes por este surto" nos próximos "dias e semanas" nos EUA.

Mesmo assim, os 166 colégios que permanecem fechados por terem apresentado casos da gripe entre seus alunos ou professores reabrirão suas portas entre segunda e terça-feira.

Anne Schuchat, da direção do CDC, disse ontem à imprensa que os casos confirmados e suspeitos de contágio do vírus somam quase três mil nos EUA, mas que só 104 pessoas estão hospitalizadas.

O número de casos aumentou exponencialmente nos últimos dias, embora isso se deva a uma melhora nos testes de detecção, segundo o CDC, que começou a enviar seu novo sistema de diagnóstico ao exterior para ter uma visão mais exata da amplitude do problema.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE pgp/rr

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