Por Maggie Fox WASHINGTON (Reuters) - O novo vírus da gripe H1N1 matou 36 crianças norte-americanas, informou o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC na sigla em inglês) nesta quinta-feira.

O centro afirmou que 67 por cento delas apresentavam condições médicas de alto risco, o que as colocava sob maior risco de desenvolver doença grave, como asma, ou estavam incapacitadas, como com paralisia cerebral. Vinte e dois por cento das crianças, no entanto, tinham menos de 5 anos e eram perfeitamente saudáveis.

"Até 8 de agosto de 2009, o CDC recebeu notificações de 477 mortes associadas à pandemia de gripe H1N1 de 2009 nos Estados Unidos, incluindo 36 mortes de crianças abaixo de 18 anos", escreveram os pesquisadores do CDC no relatório semanal da agência sobre morte e doença.

"Os resultados dessa análise indicam que, das 36 crianças que morreram, sete (19 por cento) tinham menos de 5 anos e 24 (67 por cento)tinham uma ou mais condição médica de alto risco."

A nova gripe H1N1 foi declarada uma pandemia em junho e vem se propagando pelo mundo desde então. Ela permanece ativa nos EUA desde que foi identificada em abril -- o que é bastante incomum para o vírus, que em geral fica ativo apenas nos meses mais frios.

Sabe-se que ela afeta as crianças maiores e os adultos jovens mais do que a gripe sazonal, o que tem preocupado os médicos. A gripe sazonal é capaz de matar crianças saudáveis e aquelas com condições clínicas favoráveis à doença, mas os médicos temem mais mortes de crianças, pois elas têm sido mais afetadas.

A equipe do CDC disse que é importante identificar e tratar as crianças infectadas com H1N1 rapidamente, especialmente se têm doença grave ou se pertencem a um grupo de alto risco, como crianças com asma, diabete ou outras condições crônicas.

O tratamento precoce com os medicamentos Tamiflu, produzido pela Roche AG sob licença da Gilead Sciences, ou Relenza, da GlaxoSmithKline's, pode ajudar a reduzir a gravidade e a duração da infecção.

Uma vacina contra o H1N1 não estará disponível antes de outubro, dizem as autoridades.

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