Gripe H1N1 infecta 6.500, mas não é pandemia, diz OMS

Por Laura MacInnis e Stephanie Nebehay GENEBRA (Reuters) - A cepa de gripe H1N1 ainda não se estabeleceu fora das Américas, mas o surto é grave e requer monitoramento atento, disse uma autoridade da Organização Mundial da Saúde (OMS) na quinta-feira.

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Keiji Fukuda, diretor-geral assistente da OMS, afirmou que a agência da Organização das Nações Unidas (ONU), manteria o nível de alerta pandêmico em 5 (o segundo mais alto), apesar de o vírus ter infectado 6.497 pessoas em 33 países.

"Se observarmos mudanças na gravidade, deixaremos o mundo saber", disse ele numa entrevista coletiva. "Esse é um evento grave e requer monitoramento atento."

Fase 5 significa que uma pandemia é iminente.

Grandes fabricantes de vacina, incluindo GlaxoSmithKline, Sanofi-Aventis, Novartis e Baxter International, aguardam diretrizes da OMS sobre se iniciam a produção de vacinas para uma pandemia em vez de para a gripe sazonal.

Especialistas em vacina reunidos pela OMS na quinta-feira não chegaram a uma conclusão sobre se tal mudança deveria ocorrer ou se a cepa H1N1 deveria ser incluída na mistura da injeção da gripe sazonal, afirmou Fukuda.

"Haverá mais reuniões", disse ele após a teleconferência que reuniu representantes da indústria farmacêutica e autoridades de saúde, que segundo ele terminou "sem grandes decisões, sem pronunciamentos".

Como a gripe sazonal mata até 500 mil pessoas por ano, autoridades de saúde pública têm pedido pela continuidade da produção de vacinas para pessoas sob risco, incluindo idosos, grávidas e pessoas com outros problemas de saúde, como asma.

Uma autoridade médica da OMS havia dito a jornalistas esta semana que esses grupos também deverão ter prioridade na distribuição de drogas antivirais que se mostraram eficazes contra a cepa H1N1, uma combinação de vírus suíno, aviário e humano.

Fukuda ressaltou, no entanto, que a OMS não planeja alterar suas diretrizes sobre quando prescrever antivirais, como o Tamiflu, da Roche, e o Relenza, da GlaxoSmithKline, dizendo que isso fica a cargo dos países.

"A OMS não fez nenhuma mudança em suas recomendações sobre os antivirais", disse ele na entrevista coletiva.

O número de países com casos confirmados permanece em 33, de acordo com a OMS, que publica dois boletins diários sobre a doença. A ampla maioria dos 6.497 casos da nova gripe A (H1N1), com 65 mortes, permanece restrita ao México e aos EUA.

Os números divulgados pela OMS são menos atualizados que os relatos dos governos nacionais, embora sejam cientificamente mais seguros.

A agência diz que o México teve 2.446 casos e 60 mortes. Nos EUA foram 3.352 casos confirmados e 3 mortes. Canadá (389 casos) e Costa Rica (8 casos) tiveram uma morte cada.

Outros países com casos confirmados, mas sem mortes, são: Alemanha (12), Argentina (1), Austrália (1), Áustria (1), Brasil (8), China (4), Colômbia (7), Coreia do Sul (3), Cuba (1), Dinamarca (1), El Salvador (4), Espanha (100), Finlândia (2), França (14), Grã-Bretanha (71), Guatemala (3), Holanda (3), Irlanda (1), Israel (7), Itália (9), Japão (4), Noruega (2), Nova Zelândia (7), Panamá (29), Polônia (1), Portugal (1), Suécia (2), Suíça (1) e Tailândia (2).

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