Gripe H1N1 chega à Austrália e causa 1a morte na América Central

Por Maggie Fox WASHINGTON (Reuters) - O novo vírus de gripe H1N1 chegou ao Japão, Austrália e Noruega e causou neste sábado a primeira morte na América Central, um homem de 53 anos da Costa Rica. Agora são quatro os países com mortes provocadas pela doença.

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Embora a maior parte não pareça se tratar de casos severos, a doença causou a morte de 48 pessoas no México, duas nos Estados Unidos e uma no Canadá, além do novo caso confirmado na Costa Rica. No total, são 29 países com casos registrados do H1N1, incluindo o Brasil.

A vítima costarriquenha, cuja infecção pelo vírus H1N1 foi confirmada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), também sofria de diabetes e asma, disse à Reuters uma porta-voz do ministério da Saúde costarriquenho.

Segundo especialistas, o novo vírus agora chegou ao hemisfério sul, onde a temporada de gripe está apenas começando, e pode se misturar com vírus da gripe que circulam normalmente, criando novas linhagens.

"Um dos grandes desafios do vírus da influenza é a maneira como ele muda, a maneira com que se mistura e a sua existência em um grande número de espécies", afirmou neste sábado a médica Anne Schuchat, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

"Por isso é tão importante que os países tenham uma forte capacidade para lidar com este tipo de vírus e também é muito importante entender o que acontece nesta interface entre seres humanos e animais", acrescentou.

Nos Estados Unidos, mais de 2 mil casos já foram confirmados, mas autoridades de saúde afirmaram que o número real de casos deve ser bem maior.

O CDC relatou 2.254 casos confirmados do novo vírus, com 104 pessoas hospitalizadas. O número de casos anteriores era de 1.639. "Hoje há quase 3 mil prováveis casos aqui nos Estados Unidos", disse Anne Schuchat.

"A boa notícia é que não estamos vendo um aumento acima do limiar da epidemia."

A Noruega reportou neste sábado seus dois primeiros casos da doença, de acordo com a emissora NRK. Na noite de sexta-feira, o Japão confirmara quatro casos e globalmente oficiais reportaram mais de 4.200 pessoas doentes em 29 países.

Os números oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS) dão conta de 3.440 casos confirmados em 29 país.

"Nós achamos que o vírus está mais concentrado nos Estados Unidos", afirmou Schuchat.

Especialistas em saúde não criticaram abertamente o esforço de alguns países em adotar medidas para deter a entrada do vírus -- notadamente China e Hong Kong.

A China colocou em quarentena sete pessoas que foram expostas ao contato com três passageiros japoneses diagnosticados com o vírus H1N1, afirmou a agência de notícias Xinhua, citando fontes governamentais.

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