Gripe faz argentinos mudarem de planos e hábitos

Buenos Aires, 26 jul (EFE).- Uma pesquisa divulgada hoje pelo jornal argentino Clarín mostra que 31% dos argentinos modificaram seus planos de férias, 47% suspenderam idas ao cinema e ao teatro e 40% mudaram até a forma de se cumprimentar por causa da gripe suína.

EFE |

De acordo com o levantamento, elaborado na semana passada pelas consultorias Trendsity e Wonderpanel, 95% das pessoas na Argentina lavam mais as mãos, 54% dão mais atenção aos benefícios dos produtos de limpeza e 87% passaram a usar álcool em gel.

"Os argentinos estão restringindo seus cumprimentos a familiares e deixam de fazê-lo quando não é estritamente necessário", dizem as consultoras Mariela Mociulsky e Carolina Yellati, responsáveis pelo estudo.

Três em cada dez consultados na pesquisa, feita com 1.100 pessoas de todo a Argentina, decidiram adiar as férias de inverno ou reduzir o tempo de viagem a fim de minimizar as possibilidades de contágio do vírus A(H1N1), que matou pelo menos 165 pessoas na Argentina, segundo estimativas oficiais.

Entretanto, se 47% dos entrevistados suspenderam totalmente suas idas ao cinema e ao teatro, 17% anteciparam que voltarão a fazê-lo nos próximos 15 dias.

Oito das 23 províncias da Argentina retomarão as aulas nesta segunda-feira depois do recesso aplicado por causa da propagação da doença no país.

Na capital argentina e nas províncias de Buenos Aires (a mais populosa), Catamarca e Salta, as aulas voltam em 3 de agosto após um mês de recesso, que normalmente se estende por duas semanas.

A Corte Suprema de Justiça confirmou que as atividades dos juízes federais de todo o país na próxima segunda-feira depois de interrompida há três semanas pelo recesso de inverno, que foi estendido diante da situação de saúde.

O Governo argentino anunciou que o país pedirá à Organização Pan-americana da Saúde (OPS) para que reserve uma quota de vacinas contra a gripe quando estas estiverem disponíveis.

Além disso, a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, propôs sexta-feira na Cúpula do Mercosul a quebra das patentes dos medicamentos contra a doença para que os laboratórios da América Latina possam fabricar vacinas e antivirais.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE ms/bba

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