Gripe A (H1N1): cifras e letras que definem um vírus mutante

O novo vírus de gripe que surgiu no México e que já se espalhou em 12 países é da família dos vírus de tipo A, divididos em vários subtipos e subsubtipos, o que explica a denominação de gripe A (H1N1) adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

AFP |

Existem três tipos de vírus da gripe, os tipos A, B e C. O vírus de tipo C causa apenas problemas respiratórios menores.

Os diferentes subtipos são definidos em função das proteínas do envelope viral. os vírus A e B têm dois tipos de proteínas de superfície: a hemaglutinina (H) e a neuraminidase (N).

A denominação H1N1 corresponde à hemaglutinina de tipo 1 e à neuraminidase de tipo 1.

Os vírus de tipo A e B são formados por oito segmentos de ARN (ácido ribonucleico, o material genético) que se misturam. Eles podem, portanto, sofrer mutações radicais.

O H1N1 atual mistura duas cepas suínas, uma cepa aviária e uma cepa humana. Ele é diferente do vírus H1N1 da gripe sazonal, o vírus de origem humana que é o mais comum.

Não existem certezas quanto à resposta do organismo a este novo vírus. Para o virologista britânico John Oxford, "mesmo que ainda não tenhamos visto este vírus, já fomos expostos a vários outros membros de sua família H1N1 desde 1978".

De acordo com este especialista, os humanos teriam haveria, portanto, um pouco de memória imunológica contra este agente, ao contrário do vírus H5N1 da gripe aviária, que era totalmente novo para o organismo quando surgiu, em 2006.

chc/yw/fp

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