Uma juíza federal americana rejeitou a demanda de dois detentos da prisão de Guantánamo, em greve de fome, que denunciaram as condições nas quais eram alimentados à força, deixando para o atual governo a decisão sobre o novo protocolo.

Segundo o texto da sentença da juíza federal Gladys Kessler, ao qual a AFP teve acesso nesta quarta-feira, a demanda de Mohammed Ali Abdullah Bawazir e Omar Khamis Bin Hamdoon foi rejeitada, porque a Corte Federal de Washington não tem competência para se pronunciar sobre o tema, que deixou a critério dos responsáveis pelo centro de reclusão e de especialistas.

Dos 240 detidos na prisão de Guantánamo, 41 estão em greve de fome, disse Pauline Storum, a porta-voz da prisão, onde 35 reclusos estão sendo alimentados por meio de um líquido com proteínas, injetado no estômago por tubos introduzidos pelo nariz.

Os demandantes se opõem a que o pessoal da prisão, para alimentá-los, "amarrem-nos fortemente a uma cadeira com correntes na altura dos braços, das pernas, no peito e na frente", durante uma hora, aproximadamente.

Além disso, denunciaram que os detentos em greve de fome não recebem tratamento médico, "a menos que ponham fim à sua medida (de pressão)".

lum/tt

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