Greve provoca fechamento de importante oleoduto britânico

Por Jeremy Lovell LONDRES (Reuters) - Um oleoduto que transporta quase metade do petróleo da Grã-Bretanha foi fechado neste domingo por causa do início de uma greve relacionada a aposentadorias na vizinha refinaria de Grangemouth, na Escócia, informou a operadora, a BP (British Petroleum).

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De propriedade da companhia petroquímica internacional Ineos, a refinaria produz um décimo da gasolina e diesel britânicos e também fornece energia vital para a usina de Kinneil, da BP, onde tem início o processamento do petróleo originário de 70 campos do mar do Norte.

Sindicatos rejeitaram apelos para que operassem a usina no nível mínimo necessário para manter Kinneil funcionando durante a greve de dois dias, iniciada às 5h (2h da madrugada em Brasília).

A empresa informou que se a energia for restabelecida assim que a greve acabar e os campos de Forties -- os maiores do mar do Norte -- retomarem a produção rapidamente, o oleoduto poderá voltar a operar no período de 24 horas, mas poderia levar mais alguns dias para retornar a plena carga.

A greve é a primeira a fechar uma refinaria britânica em mais de 70 anos. Os oleodutos de Forties transportam uma média de 700 mil barris por dia, ou seja, quase metade do 1,5 milhão de barris que o país produz diariamente. Um quinto do suprimento de gás para a Grã-Bretanha também provém do sistema Forties.

Somente o campo de Forties responde por 50 milhões de libras (100 milhões de dólares) por dia. O fechamento do oleoduto provocará um golpe significativo no orçamento já apertado do governo, que retira metade de sua receita de impostos.

A direção da refinaria de Grangemouth, que processa 200 mil barris por dia, se reuniu com líderes do sindicato Unite neste domingo, mas não conseguiu chegar a um acordo para permitir que o oleoduto continuasse a operar.

No sábado, o grupo de lobby da indústria Oil & Gas UK afirmou que a disputa está mantendo o país como refém e exortou o governo a intervir.

A greve, iniciada apenas alguns dias antes de eleições locais na Inglaterra e em Gales, provocou falta de combustível na Escócia e norte da Inglaterra porque os motoristas procuraram abastecer-se apesar dos pedidos do governo para que não fizessem isso.

A eleição, em 1o de maio, é vista como o primeiro teste nas urnas para o primeiro-ministro Gordon Brown.

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