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Greve nos transportes causa desabastecimento em Espanha e Portugal

A greve no setor de transportes na Espanha e em Portugal contra o alto preço do combustível continuava, nesta quarta-feira, com incidentes, e começava a provocar desabastecimento em vários pontos da península, além de paralisar a indústria automobilística espanhola.

AFP |

No aeroporto de Lisboa, os aviões pararam de ser abastecidos, à exceção dos vôos prioritários, enquanto que, na região de Lisboa e no nordeste da Espanha, o gasóleo foi transportado com escolta policial.

Depois de dois dias de greve e de bloqueios de estradas, o tráfego voltou ao normal na fronteira entre França e Espanha, na passagem de Le Perthus, já que os caminhoneiros franceses em greve suspenderam sua mobilização, e quase 4.000 veículos espanhóis foram dispersados pelos policiais.

Em outro ponto de conflito na fronteira entre Irún e Biriatou (País Basco), os bloqueios continuavam.

Várias redes de supermercados portugueses manifestaram sua preocupação com a escassez de produtos frescos, sobretudo o leite. Na Espanha, onde os bloqueios de estradas continuavam provocando engarrafamentos nas entradas das grandes cidades, os principais mercados atacadistas já não recebiam alimentos frescos.

Leite, ovos, carne fresca e pescado já começam a faltar em alguns supermercados, enquanto que frutas e verduras datam do fim de semana.

A situação se agravou, porque muitos consumidores correram para se abastecer por medo da greve. Também falta gasolina na Catalunha, e as farmácias de Madri alertaram para um possível desabastecimento.

De acordo com a Federação Espanhola de Associações de Produtores Exportadores de Fruta, as perdas com a greve chegam a 24 milhões de euros por dia desde segunda.

A greve prejudicou, sobretudo, as fábricas de automóveis, que estão parcialmente paralisadas, devido à falta de peças. Outros países europeus podem ser afetados com a ausência de autopeças fabricadas na Espanha e, na Bélgica, duas montadoras vão parar na quinta-feira.

O ministro espanhol do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, advertiu que o governo "atuará com a maior firmeza" contra os bloqueios e prometeu garantir o abastecimento de gêneros alimentícios de primeira necessidade e de autopeças.

Incidentes já foram registrados na Espanha e em Portugal, onde, na terça, morreram atropelados dois caminhoneiros que participavam dos bloqueios. Na Espanha, um trabalhador teve queimaduras graves na noite de quarta-feira (hora local), perto de Alicante (sudeste), quando dormia em seu caminhão, que foi incendiado.

Desde terça, 51 grevistas foram presos na Espanha, aos quais se somam sete detidos e 26 feridos, em incidentes entre pescadores e a polícia, em Sevilha (sul), informou a imprensa espanhola. Parte do setor pesqueiro desse país também está parado, desde 30 de maio.

Em Portugal, dois caminhões foram incendiados à noite.

As duas organizações minoritárias de caminhoneiros espanhóis em greve retomaram, nessa quarta, as negociações com o governo, depois que o Executivo espanhol chegou, na terça, a um acordo com os principais sindicatos do setor, que inclui 54 medidas para enfrentar a alta dos preços do gasóleo.

Já o presidente da Fenadismer, Julio Villaescusa, advertiu hoje que não "assinará um documento que não inclua nossa principal reivindicação", ou seja, uma tarifa mínima obrigatória para o transporte para evitar dumping no setor.

Na Polônia, cerca de 50.000 caminhoneiros protestaram nas estradas nacionais para reivindicar medidas parecidas.

pal/tt/sd

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