Greve nacional contra demissões e abusos no Chile

O Chile amanheceu em greve nacional nesta quinta-feira contra as demissões e os abusos derivados da crise mundial, com os trabalhadores reivindicando ao governo de Michelle Bachelet um aprofundamento das reformas sociais.

AFP |

A jornada de greve, convocada pela Central Unitária de Trabalhadores (CUT) e que levou mais de 10.000 pessoas às ruas segundo seus organizadores, foi tumultuada por grupos menores de manifestantes em vários pontos do centro de Santiago, onde levantarem barricadas e interromperem o trânsito.

Alguns manifestantes chegaram a enfrentar policiais que tentavam dispersá-los, utilizando carros com jatos d'água e granadas de gás lacrimogêneo. Em outras cidades, como Concepción ou Valparaíso, também houve passeatas, mas sem maiores distúrbios.

As autoridades ainda não divulgaram o número oficial de presos, mas a imprensa fala em mais de 20 na capital chilena.

A manifestação, convocada para protestar contra as demissões de trabalhadores no contexto de crise financeira, foi organizada em torno de quatro passeatas nas ruas que se encontraram em uma passagem de pedestres em frente ao Palácio de governo, que estava cercado por policiais e isolado por gradis de contenção.

A manifestação contou com a participação, entre outros, o pessoal da área de saúde, professores, associações de estudantes e agremiações de setores privados como o florestal e de mineração.

Esta paralisação é a segunda que afeta o governo da socialista Michelle Bachelet, que em agosto de 2007 enfrentou uma primeira greve nacional de rejeição ao modelo econômico imposto pelo governo e à desigualdade social, que terminou com mais de 600 presos depois de enfrentamentos de manifestantes com policiais nas ruas.

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