Greve na Petrobras pode pressionar preços do petróleo, diz FT

A ameaça de greve na Petrobras pode provocar uma elevação maior dos preços do petróleo bruto, segundo artigo no jornal britânico Financial Times (FT) em sua edição desta sexta-feira. O jornal diz que os preços do petróleo subiram na quinta-feira quando trabalhadores da maior empresa petrolífera do Brasil ameaçaram cruzar os braços na semana que vem.

BBC Brasil |

    O barril de petróleo do tipo Brent para agosto subiu US$ 5,45, chegando a US$ 142,03; o barril do petróleo Nymex West Texas Intermediate aumentou U$ 5,60, atingindo US$ 141,65.

    O Financial Times lembra o impacto que uma greve anterior teve no Brasil. "Quando os funcionários da Petrobras se recusaram a trabalhar por cinco dias em 2001, a produção de petróleo diminuiu acentuadamente e o Brasil teve que importar uma quantidade extra (de petróleo)", disse o FT. "Mas desde então a Petrobras e os sindicatos resolveram suas disputas sem paralisações graves."

    Nigéria
    O fim da trégua na Nigéria também contribuiu para o aumento do preço do petróleo, de acordo com o jornal britânico. No país africano, o principal grupo rebelde - Movemento para a Emancipação do Delta do Níger (Mend, em inglês)- decidiu por fim ao cessar-fogo no delta do rio Níger, região de intensa prospecção. "Militantes ajudaram a reduzir as exportações de petróleo da Nigéria em mais de 20% desde 2006, ao atacarem oleodutos e outras instalações", disse o jornal.

    A notícia de que o Irã realizou mais testes com mísseis teve pouco impacto no mercado pois os traders estão cada vez mais relutantes em fazer ofertas maiores baseados em cenários hipotéticos, diz o Financial Times.

    O jornal acrescenta que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) prevê que a demanda mundial por petróleo vai aumentar em 1,3 milhão de barris por dia a cada ano até 2012, antes de baixar para 1,2 milhão no longo prazo.

    A Opep acredita que "a chave para o crescente aumento da demanda de petróleo no futuro será o transporte, especialmente nos países em desenvolvimento", diz o FT.

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