Por George Georgiopoulos e Kirsten Donovan

ATENAS/LONDRES (Reuters) - Funcionários públicos em greve contestaram na terça-feira o pacote de austeridade fiscal definido pela União Europeia e pelo FMI para a Grécia, enquanto investidores se perguntam se o governo local terá capacidade de realizar cortes mais profundos em seus gastos.

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Por George Georgiopoulos e Kirsten Donovan

ATENAS/LONDRES (Reuters) - Funcionários públicos em greve contestaram na terça-feira o pacote de austeridade fiscal definido pela União Europeia e pelo FMI para a Grécia, enquanto investidores se perguntam se o governo local terá capacidade de realizar cortes mais profundos em seus gastos.

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Greve na Grécia testa medidas de austeridade do país

Por George Georgiopoulos e Kirsten Donovan

ATENAS/LONDRES (Reuters) - Funcionários públicos em greve contestaram na terça-feira o pacote de austeridade fiscal definido pela União Europeia e pelo FMI para a Grécia, enquanto investidores se perguntam se o governo local terá capacidade de realizar cortes mais profundos em seus gastos.

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Por George Georgiopoulos e Kirsten Donovan

ATENAS/LONDRES (Reuters) - Funcionários públicos em greve contestaram na terça-feira o pacote de austeridade fiscal definido pela União Europeia e pelo FMI para a Grécia, enquanto investidores se perguntam se o governo local terá capacidade de realizar cortes mais profundos em seus gastos.

O Adedy, principal sindicato do setor público, iniciou uma paralisação de 48 horas que atinge ministérios, órgãos tributários, escolas, hospitais e outros serviços públicos. Às 12h (hora local), está prevista uma manifestação em frente ao Parlamento.

"Queremos um fim da queda livre em nossos padrões de vida", disse Spyros Papaspyros, presidente da Adedy, que representa cerca de 500 mil trabalhadores do país, que tem 11 milhões de habitantes.

O euro continuou a cair, e o ágio nos títulos gregos voltou a crescer, após um ligeiro declínio depois de bater recordes na semana passada. Isso reflete temores de que o pacote anunciado no domingo, num valor de 110 bilhões de euros (146,5 bilhões de dólares) pode não evitar uma reestruturação da dívida, nem restaurar a confiança em Portugal e Espanha, que também enfrentam problemas graves em suas contas públicas.

O custo do seguro contra moratória para as dívidas de Grécia, Portugal e Espanha também subiu, depois de registrar baixa na segunda-feira, segundo o CMA Datavision.

"Isso sugere que o medo de contágio não foi completamente debelado, já que os termos do resgate grego não atenuam os temores dos Estados que enfrentam desafios semelhantes", disse Sean Maloney, estrategista da empresa financeira Nomura.

O ministro alemão da Economia, Rainer Bruederle, disse que empréstimos internacionais não irão cobrir todas as exigências de financiamento da Grécia para os próximos três anos. Uma fonte do governo alemão disse que o pacote pressupunha que a Grécia voltaria gradualmente a tomar empréstimos no mercado de capitais após 18 meses.

Economistas de várias empresas financeiras europeias calculam que a necessidade grega de crédito ao final de 2012 será de 120 bilhões de euros, com base nas cifras mais recentes do FMI e do governo local.

O jornal alemão Bild citou uma estimativa do governo segundo a qual 150 bilhões de euros foram entregues à comissão parlamentar de finanças.

Fontes da Comissão Europeia previram que Atenas voltará ao mercado para se financiar no segundo semestre de 2011, depois de recuperar sua credibilidade com a implementação de reformas duras.

Mas isso continua sendo uma grande incógnita, diante da perspectiva econômica sombria e da forte resistência popular às medidas.

(Reportagem adicional de Yoo Choonsik em Tashkent, Gernot Heller e Madeline Chambers em Berlim, Jan Strupczewski em Bruxelas e Tim Hepher em Paris)

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