Greve geral e protestos na Itália contra reforma educacional de Berlusconi

A Itália vive nesta quinta-feira um dia de greve geral na educação, que inclui manifestações, principalmente em Roma, para protestar contra a reforma impulsionada pelo governo do conservador Silvio Berlusconi.

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Cerca de um milhão de pessoas, segundo cálculos dos organizadores, entre elas os membros os três maiores sindicatos do país, desfilaram pacificamente pelas ruas da capital para protestar contra a redução dos fundos do Estado para a educação pública, que deixará mais de cem mil pessoas do setor sem emprego.

A prefeitura, que montou um imponente sistema de vigilânica, não quis revelar a quantidade de participantes nos protestos.

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Milhares de pessoas vão às ruas protestar contra reformas na educação

A maioria das pessoas que protestam são estudantes secundários e universitários, assim como pais de família e funcionários não-docente do setor.

Os protestos contra a reforma se multiplicaram há uma semana em toda a Itália e culminaram nesta quinta com a greve-geral do setor educativo.

A polêmica reforma da educação na Itália foi definitivamente aprovada na quarta-feira. O decreto governamental sobre a reforma, que já havia passado pelos deputados, tornou-se lei na votação dos senadores por 162 votos a 134, além de três abstenções.

Do lado de fora do Senado, cerca de 5.000 estudantes cercados por um forte aparato policial denunciavam "a destruição da escola pública" e pediram a saída da ministra da Educação Mariastella Gelmini.

"Lamento que alguns jovens sejam manipulados pela esquerda", declarou Berlusconi pouco depois da votação.

Reformas

A oposição, assim como os manifestantes que multiplicaram os protestos nos últimos dias, pediu mais uma vez a retirada pura e simples do texto, que prevê principalmente o retorno do professor único no primário, ou seja, a utilização de apenas um professor para cada classe até a 5ª série.

"A reforma tem o apoio da maior parte dos italianos. Voltamos à escola da seriedade e do mérito", afirmou a ministra da Educação.

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Setores entram em greve geral

O retorno ao professor único no primário está previsto para o início de 2009 em lugar do sistema atual (três professores para duas turmas, dividindo as matérias ministradas).

O ensino também será reduzido para 24 horas por semana contra 29-31 horas atualmente, o que leva os opositores a temerem uma queda da qualidade e os pais a se preocuparem em como ocupar seus filhos.

Redução de recursos

Os recursos do governo para o primário devem ser reduzidos em 7,8 bilhões de euros durante os próximos quatro anos.

O texto adotado nesta quarta-feira é relativo apenas ao primário, mas os estudantes secundaristas e os professores se juntaram à mobilização para protestar contra os grandes cortes orçamentários que atingem os ensinos secundário e superior votados em agosto.

As diminuições de crédito atingirão 1,5 bilhão de euros no ensino superior durante os próximos cinco anos, ameaçando também as pesquisas, segundo o sindicato do magistério.

O grupo foi convocado para protestar contra o corte de fundos do Estado para a educação pública, que deixaria 86.000 pessoas do setor sem emprego.

Com a grande quantidade de manifestantes, procedentes de todo o país tanto em ônibus como trens, a passeata teve que se dividir em vários percursos que devem confluir à praça central.

Os protestos contra a reforma educacional de Berlusconi ganharam força na última semana em toda a Itália, com o auge nesta quinta-feira com uma greve geral da educação.

A maior parte das escolas e universidades do país está fechada.

Os estudantes exigem a renúncia da ministra da Educação, Mariastella Gelmini, entre as mais jovens do gabinete de Berlusconi, acusada de impor a reforma sem consultar as partes afetadas.

O decreto do governo prevê o fim de 130.000 empregos, entre professores e funcionários não docentes.

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