Greve geral degenera em enfrentamentos em Beirute

Confrontos opuseram nesta quarta-feira em Beirute os partidários da maioria aos da oposição libanesa, que bloquearam várias estradas, entre elas a do aeroporto, por ocasião de um dia de greve geral por reivindicações salariais.

AFP |

A mobilização das forças de segurança e do Exército na capital não impediu os enfrentamentos em vários bairros. Desde novembro de 2006, o país vive uma crise política sem precedentes desde o fim da guerra civil (1975-1990).

A greve geral dessa quarta foi convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores no Líbano (CGTL), a principal organização sindical do país, com o apoio da oposição.

No bairro de Al-Mazraa, o Exército tentou, sem sucesso, impedir um confronto entre partidários da Corrente do Futuro, presidida pelo líder anti-sírio Saad Hariri, e dos movimentos radicais xiitas Hezbollah e Amal. Imagens da televisão mostraram jovens com o rosto ensangüentado.

Nos bairros de Ras el-Nabeh e Nueiri, perto do centro de Beirute, tiros foram disparados por simpatizantes dos dois lados. Disparos de foguetes RPG foram ouvidos, segundo a TV.

Locais da Corrente do Futuro foram incendiados, e um partidário do Amal foi ferido à bala.

De acordo com a TV, outros confrontos foram registrados no oeste da capital.

Jovens simpatizantes da oposição bloquearam várias estradas, entre elas a do aeroporto, que passa pela periferia sul de Beirute, um dos feudos do Hezbollah xiita. Eles incendiaram pneus e carros, e caminhões despejaram areia em vários lugares para bloquear a circulação.

No aeroporto, todos os vôos foram cancelados entre as 9h e 15h locais (entre 3h e 9h de Brasília), segundo uma fonte aeroportuária.

Uma manifestação prevista pela CGTL foi cancelada "por motivos de segurança".

A maioria anti-síria acusou o Hezbollah de fomentar os tumultos. "A greve social não passa de um pretexto. O movimento é político, e conduzido essencialmente pelo Hezbollah", afirmou o ministro das Telecomunicações, Marwan Hamadé.

"Trata-se de uma tentativa do Hezbollah de desestabilizar o governo e o Estadi", sustentou Ghattas Khoury, um dos dirigentes da maioria.

bur/yw/tt

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